
Caiado sobre ausência de Lula e Flávio em debate: "Muito a esconder"
Candidato ao Palácio do Planalto comentou sobre debate presidencial, STF, taxa das blusinhas e bets em agenda no Brás, centro de São Paulo
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que os também presidenciáveis Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão se ausentar do primeiro debate porque “têm muito a esconder”. A declaração foi feita durante agenda de campanha no Brás, na região central de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (20/8).
Caiado defendeu que a participação de candidatos em debates deveria ser obrigatória pela lei eleitoral, assim como é o voto para o eleitor.
“Você impõe ao eleitor que ele tem que votar. Só que os dois que estão disputando com maior percentual [de intenção de votos] têm medo de estarem presentes e amarelar num debate, que é o primeiro debate que nós teremos, na Band. Isso significa o quê? Que eles têm muito a esconder”, declarou.
Para o candidato, a partir da presença obrigatória de candidatos, o eleitor estaria mais apto a fazer a escoha de voto. “Porque, na verdade, o primeiro turno é aquela seleção de quem deve realmente chegar na condição de poder presidir o país”, afirmou.
STF, blusinhas e bets
Na agenda, Caiado também respondeu a imprensa sobre questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a “taxa das blusinhas” e o vício em bets. O candidato defendeu, por exemplo, a investigação de ministros do STF que são suspeitos de cometer crimes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Toda pessoa, de qualquer poder, que tenha praticado um crime, deve ser punida. Se ele praticou o crime dentro do Supremo Tribunal Federal, ele também deveria ter uma ação do colegiado. E também o Senado Federal, pela população brasileira, tem essa prerrogativa que poderá exercê-lo”, argumentou.
Questionado sobre a aplicação de impostos sobre a importação de produtos do varejo, conhecida como “taxa das blusinhas”, Caiado argumentou que os benefícios proporcionados à economia chinesa deveriam recair também o Brasil.
“Todo país tem a responsabilidade de fazer um sistema que proteja aquilo que gera emprego, que gera renda, para que o Estado possa crescer. Eu não vou crescer com o PIB da China. Eu vou crescer com o PIB brasileiro. É óbvio”, destacou.
Em seguida, o candidato comentou o problema das bets, que tem levado famílias brasileiras ao vício e a graves problemas financeiros, além de estar relacionado ao aumento dos casos de violência doméstica e feminicídio, como mostraram estudos recentes.
“Além de ser uma doença que está no Código Internacional de Doenças. É uma ludopatia. As pessoas têm a mesma dependência do jogo que tem de cocaína. Então, isso não pode ser de forma tão extensiva como está sendo colocada aí o que tem. Realmente, [precisa de] um regramento duro para que isso não continue”, apontou.

















