Corpo de Bombeiros decide estender buscas por desaparecido em Ilhabela

Dheorge Bernardino desapareceu no mar durante passeio de moto aquática. Ele estava com Bruna Damaris, resgatada após 42 horas à deriva

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Imagem colorida mostra homem desaparecido em Ilhabela. Buscas continuam. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra homem desaparecido em Ilhabela. Buscas continuam. Metrópoles - Foto: Reprodução

As buscas por Dheorge Bernardino, desaparecido durante um passeio de moto aquática em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, chegaram ao sexto dia neste sábado (30/5). Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), a operação seria encerrada, mas foi estendida após uma nova avaliação.

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Mulher que ficou à deriva em alto-mar
Bruna Damaris recebeu alta na tarde de quinta-feira (28/5)
Ela afirmou que ficou com Dheorge o tempo todo até a madrugada de terça (26/5).
A auxiliar de enfermagem Bruna Damaris Sant'Anna da Silva, 26, foi encontrada com vida depois de passar mais de 40 horas em alto-mar
Ela afirmou que ainda não teve oportunidade de conversar com a família de Dheorge Bernardino, que segue desaparecido
As buscas por Dheorge entraram no 6º dia nesta sexta (29/5)
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As buscas por Dheorge entraram no 6º dia nesta sexta (29/5)

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Bruna Damaris recebeu alta na tarde de quinta-feira (28/5)
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Bruna Damaris recebeu alta na tarde de quinta-feira (28/5)

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Ela afirmou que ficou com Dheorge o tempo todo até a madrugada de terça (26/5).
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Ela afirmou que ficou com Dheorge o tempo todo até a madrugada de terça (26/5).

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A auxiliar de enfermagem Bruna Damaris Sant'Anna da Silva, 26, foi encontrada com vida depois de passar mais de 40 horas em alto-mar
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A auxiliar de enfermagem Bruna Damaris Sant'Anna da Silva, 26, foi encontrada com vida depois de passar mais de 40 horas em alto-mar

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Ela afirmou que ainda não teve oportunidade de conversar com a família de Dheorge Bernardino, que segue desaparecido
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Ela afirmou que ainda não teve oportunidade de conversar com a família de Dheorge Bernardino, que segue desaparecido

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Dheorge e a colega Bruna Damaris desapareceram no final da tarde do último domingo (24/5). A mulher foi resgatada na terça-feira (26/5) após quase 48 horas à deriva em alto-mar.

Embora não exista uma definição formal sobre a duração das buscas, os protocolos internacionais de resgate marítimo preveem o encerramento ou a diminuição do efetivo mobilizado a partir do quinto dia, quando há uma redução drástica nas chances de sobrevivência. O planejamento também considera fatores como temperatura da água, marés, condições climáticas, idade da vítima e sinais de vida.

Além do GBMar, as buscas contaram com apoio da Marinha e da Aeronáutica, assim como pescadores e voluntários. As Forças Armadas ainda não informaram se também vão estender a operação.

Mulher resgatada no mar explica o que aconteceu

Bruna Damaris se pronunciou em seu perfil do Instagram na tarde dessa sexta-feira (29/5). Ela disse que já esclareceu os fatos em depoimento à polícia e que ainda não teve oportunidade de conversar com a família de Dheorge.

Bruna afirmou que ela e Dheorge se conheceram na lancha em que estavam antes de saírem para o passeio e que quem estava na embarcação viu o momento em que os dois deixaram o veículo juntos.


Entenda o caso

  • Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, foi encontrada à deriva em alto-mar, na terça-feira (26/5), após três dias de buscas no litoral norte de São Paulo. O resgate aconteceu com ajuda de pescadores e bombeiros.
  • Bruna foi encontrada em um estado vulnerável, nas proximidades da Ilha de Búzios, a aproximadamente 16 km da costa. Após o resgate, a vítima foi transportada pela equipe do Corpo de Bombeiros até o flutuante da balsa de Ilhabela. Na sequência, foi encaminhada por viatura ao Hospital Municipal de Ilhabela para atendimento médico.
  • Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, e Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, desapareceram no domingo (24/5), em Ilhabela, litoral de São Paulo.
  • Segundo as autoridades, o homem e a mulher participavam de uma confraternização em um barco quando decidiram se separar do grupo com a moto aquática por volta das 16h. Como eles não retornaram ao local, os colegas iniciaram buscas preliminares ainda durante a noite, com apoio de pescadores e profissionais náuticos.
  • Na tarde de segunda-feira (26/5), com o apoio da Marinha do Brasil, foi possível localizar a embarcação aquática utilizada pelas vítimas — o veículo estava a mais de 20 km do local de origem. A partir desse ponto, as equipes conseguiram delimitar uma área de busca mais precisa, fator determinante para a localização de Bruna nesta data.
  • O homem, Dheoge Bernardino, permanece desaparecido, e as equipes do Corpo de Bombeiros seguem empenhadas nas buscas.

A mulher, de 26 anos, também disse que a moto aquática começou a afundar depois que foi invadida pela água. “Era impossível ficar segurando. A correnteza estava forte e levando a gente para o mar aberto”, contou Bruna.

Na sequência, ela afirmou que ficou com Dheorge o tempo todo até a madrugada de terça. “Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando”, pontuou.

As buscas por Dheorge Bernardino, de 28 anos, entraram no sexto dia. Dois dias atrás, a Marinha do Brasil afirmou ter encontrado um colete salva-vidas próximo ao local onde o rapaz desapareceu. Segundo as forças navais, o item “possivelmente é pertencente à vítima”.

Como a mulher sobreviveu?

Bruna Damaris recebeu alta hospitalar na tarde de quinta-feira (28/5). “Eu vim agradecer pelas orações que vocês fizeram. Eu também estava lá no mar orando para Deus me guardar. Peço que continuem orando pelo meu colega”, disse a mulher ao deixar o hospital em uma cadeira de rodas. Ela foi resgatada na terça pelo pescador Alex Quintino dos Santos, após 42 horas à deriva em alto-mar no litoral norte de São Paulo.

A meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim, disse que um dos fatores que auxiliaram na sobrevivência de Bruna Damaris foi a condição das massas de ar presentes na região.

Em alto-mar, as chances de atingir uma hipotermia são altas e, dependendo da condição do ar no momento do acidente, esse quadro pode se consumar ainda mais rápido.

Em entrevista ao Metrópoles, o comandante do 2º Pelotão de Bombeiros Náutico, Leonardo Nery, apontou que a força mental constitui uma grande questão para a resistência em situações de risco.

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