Baleia: união contra PT depende do candidato e Lula tem “mão na taça”

Baleia Rossi disse em evento nesta quinta-feira (16/10) que recentes “eventos desastrosos” favoreceram a esquerda na disputa de 2026

atualizado

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@Rafaela Felicciano
Baleia Rossi
1 de 1 Baleia Rossi - Foto: @Rafaela Felicciano

Presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP) disse na quinta-feira (17/10) que o cenário político mudou desde junho deste ano, colocando a esquerda em uma posição mais favorável à da centro-direita. Para ele, a união de partidos em torno de um mesmo nome para a disputa à Presidência em 2026 “vai depender do candidato escolhido”. Além disso, segundo Baleia, há compromisso da sigla com a reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoiou o segundo mandato do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

“Em junho desse ano, julho, alguns meses atrás, o centro-direita estava com a mão na taça. Todo mundo falava, olha, a eleição está liquidada. Aí nós tivemos alguns acontecimentos desastrosos do meu entendimento, na minha visão. E hoje a esquerda diz, pelo menos, que está com a mão na taça”, disse Baleia Rossi, em evento promovido pelo Grupo Voto, em São Paulo.

Baleia falou que o MDB vai aguardar a decisão da convenção partidária, prevista para meados do ano que vem, sobre o apoio ao candidato da disputa presidencial de 2026. Na mesma ocasião, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (PSD) disse que situações como o Tarifaço fizeram com que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deixasse de ser o nome preferido para disputar às eleições presidenciais de 2026.

Lideranças partidárias da centro-direita vinham indicando que poderiam convergir o apoio em torno do nome de Tarcísio. Nas últimas semanas, contudo, houve um abalo na relação após a crise de imagem protagonizada pelo governador por sua participação na articulação da derrubada da MP do IOF e por uma fala, em tom de brincadeira, sobre as mortes decorrentes da intoxicação por metanol. Na sequência dos atos, houve novos ataques do governador à esquerda com críticas às gestões petistas de estatais federais.

“Para que haja uma união de forças partidárias em torno de um candidato, primeiro precisa haver convergência de projeto, o que a gente pensa, o que nos une, um projeto para o país. No caso do MDB, isso vai ser decidido em convenção partidária porque o partido é organizado. Nós temos diretórios formados em 80% dos nossos estados e vamos colocar essa discussão para o ano que vem”, completou Rossi.

Hoje, o MDB mantém uma postura ambígua, com uma ala aliada ao governo do presidente Lula (PT), que mantém três ministros da sigla. São eles, Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades).

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