Aviões ficam a apenas 22 m de distância após confusão em Congonhas
Momento ocorreu no Aeroporto de Congonhas na manhã desta quinta-feira (30/4) enquanto um dos aviões decolava e a outra aeronave arremetia
atualizado
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Um avião da Azul e um da Gol perderam a separação mínima de segurança e ficaram perigosamente próximos, na manhã desta quinta-feira (30/4), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O momento ocorreu enquanto uma das aeronaves decolava e a outra arremetia — nome dado ao procedimento de segurança no qual o piloto interrompe o pouso e retoma o voo, subindo novamente.
Segundo apuração do portal especializado AeroIn, os dois aviões — um Embraer 195-E2, com capacidade para até 146 passageiros, e um Boeing 737-800, com capacidade máxima de 189 — chegaram a ficar a apenas 22 metros de distância vertical um do outro. De acordo com os padrões internacionais de aviação, a separação vertical mínima é de 1.000 pés, distância que equivale a aproximadamente 300 metros.
O momento em que as duas aeronaves se aproximam foi registrado pelo canal Golf Oscar Romeo, no YouTube. No vídeo, é possível ver o avião da Gol em processo de pouso, quando repentinamente arremete. O controlador da torre, então, pede ao piloto do avião da Azul para que interrompa a decolagem — o que não ocorreu.
Na sequência, o controlador instruiu ao piloto do avião da Gol para que fizesse uma curva à direita. Segundos depois, o piloto disse que houve um alerta do sistema de segurança presente nos aviões para evitar colisões no ar.
Por fim, o controlador de tráfego aéreo respondeu que a aeronave demorou muito para decolar e saiu da escuta antes da decolagem.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que investigadores do Cenipa foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo as aeronaves.
“Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, afirmou a FAB.
