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São Paulo

Deputado isenta Tarcísio por veto a projeto sobre autismo: "Não viu"

Autor do PL que prorrogava laudos médicos diz que Tarcísio "não viu" trecho polêmico do veto alegando que autismo pode "deixar de existir"

09/02/2023 11:14, atualizado 09/02/2023 12:07
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Governo do Estado de São Paulo
Tarcísio de Freitas

São Paulo – O deputado estadual Paulo Correia Junior (PSD) culpa técnicos do governo de São Paulo pela afirmação polêmica do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de que o autismo pode passar.

Ao vetar, na terça-feira (7/2), um projeto de lei de autoria do deputado que prorrogaria por prazo indeterminado laudos médicos que atestam transtorno do espectro autista, Tarcísio disse que o autismo poderia “deixar de existir” se diagnosticado cedo, provocando reações negativas entre médicos e familiares de autistas.

Correia Junior, que é da base de Tarcísio na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), afirma acreditar que o governador “não viu” o teor do texto.

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“Tenho convicção de que ele não viu, foi uma orientação da área técnica”, disse o deputado. “Vi na semana passada ele falando com muita sensibilidade sobre seu sobrinho, quando sancionou o projeto de lei sobre o canabidiol. O governador tem essa sensibilidade. O que deve ter ocorrido foi um erro da área técnica que ele não viu”, afirmou Correia Junior ao Metrópoles.

Razões para veto

Na mensagem de veto enviada à Assembleia Legislativa na última terça, Tarcísio cita informações da área técnica do governo e diz que “o transtorno do espectro autista, diagnosticado precocemente até os cinco anos e onze meses de idade, é mutável, podendo mudar de gravidade como até mesmo deixar de existir”. Nas redes sociais, especialistas contestaram a afirmação.

Correia Junior disse que, agora, tentará mobilizar seus colegas deputados para derrubar o veto do governador quando o texto retornar à Assembleia Legislativa.