1º de Maio: com baixa adesão, ato da direita na Paulista tem tumultos
Com cerca de100 pessoas, ato da direita no Dia do Trabalhador teve como pautas a anistia a Jair Bolsonaro e o apoio a Flávio Bolsonaro
atualizado
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Um tumulto marcou a manifestação de apoiadores da direita nesta sexta-feira (1º/5), no Dia do Trabalhador, na Avenida Paulista, região central de São Paulo, mesmo com a baixa adesão de público. Em meio à confusão, manifestantes partiram para cima de uma mulher, que foi derrubada, teve o cabelo puxado e precisou ser retirada do local sob escolta da Polícia Militar (PM).
O ato reuniu aproximadamente 100 pessoas em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e não teve necessidade de bloqueio no trânsito, apesar de contar com escolta policial.
Em outro momento da manifestação, a jovem Erika Borges, de 19 anos, que havia gritado “sem anistia” durante o ato, acabou se envolvendo em uma discussão com apoiadores da direita. Acompanhada do namorado, ela confrontou o grupo, o que rapidamente evoluiu para um tumulto. Veja abaixo:
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Nas imagens gravadas no local, é possível ver o momento em que Erika discute com uma apoiadora da direita até a chegada de policiais militares, que intervêm na situação. Os registros também mostram os agentes empurrando o namorado da jovem diversas vezes durante a tentativa de afastar o casal do tumulto.
Após o episódio, Erika criticou a atuação dos agentes. “Eles empurraram meu namorado, me empurraram, e não é assim que resolve as coisas. Eu não encostei em nada, estava parada, é meu direito estar aqui na Paulista”, afirmou. Ela também questionou a postura da PM durante a ocorrência, dizendo não concordar com a forma como foi abordada.
Ato da direita no 1º de maio
Entre as principais pautas, estavam o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para presidência, a anistia de Jair Bolsonaro e o lema “supremo é o povo”, em alusão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Havia também um grupo de jovens católicos audenominados “imperialistas”, com a presença do youtuber Paulo Kogos, candidato a deputado federal e vereador de São Paulo nas últimas eleições.
Organizador da manifestação, o empresário Malta Jones afirmou em conversa com os jornalistas que o objetivo não era lotar a Paulista, mas ocupar o espaço e impedir manifestações de grupos da esquerda, tradicionais em feriados do Dia do Trabalho.
Malta disse que notificou as autoridades ainda em janeiro deste ano sobre a manifestação e que já “reservou” a Paulista para os outros dois próximos atos em feriados, Nove de Julho e Sete de Setembro.
















