Ataque a escola é o segundo caso em SP e nono no país só neste ano
Brasil havia registrado 16 ocorrências nos últimos 20 anos, mas já tem ao menos nove casos de ataque a escola em 2023

São Paulo — O atentado ocorrido na manhã desta segunda-feira (23/10), na Escola Estadual Sapopemba, na zona leste de São Paulo, é o segundo ataque a escola ocorrido em instituições de ensino do governo do Estado promovido por alunos que sofriam bullying dos colegas e é o nono caso do tipo no país apenas neste ano.
“De 2002 a 2022, foram consumadas ao menos 16 ocorrências dessa natureza no país”, informou, em julho, o Anuário Brasileiro da Segurança Pública

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Ver todasO atentado anterior em São Paulo foi na Escola Estadual Thomázia Monteiro, na Vila Sônia, zona oeste, e foi promovido por um adolescente de 13 anos, armado com uma faca. Em 27 de março, ele invadiu a escola e atacou quatro professores e um colega. A professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, que lecionava ciências, foi atacada pelas costas e chegou a ser socorrida, mas teve uma parada cardíaca no hospital e morreu. A estação de metrô do bairro foi batizada com o nome da docente.
Antes do crime desta segunda-feira, os casos mais recentes no país haviam ocorrido em Minas Gerais e no Paraná. No último dia 10, um estudante de 14 anos foi morto e três ficaram feridos. O ataque, feito com uma faca, foi realizado por um ex-aluno da Escola Profissional Dom Bosco, em Poços de Caldas, no horário da saída dos estudantes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm 19 de junho, dois estudantes foram mortos a tiros no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, no Paraná. O suspeito, um ex-aluno de 21 anos, foi encontrado morto dias depois na cadeia.
Em abril, em outro caso chocante, um homem de 25 anos invadiu uma creche armado com uma machadinha e um canivete e matou quatro crianças.
Providências
Em julho, quando divulgou o anuário, o Fórum Brasileiro da Segurança Pública alertou sobre a urgência na tomada de providências para combater o fenômeno.
“Motivados sobretudo por discursos de ódio, bullying, racismo, misoginia, intolerância étnica ou religiosa, tais ataques exigem uma resposta pública que compreenda e considere a complexidade do fenômeno, induzindo a pesquisa e análise de informações disponíveis que auxiliem na identificação das demandas prioritárias para o enfrentamento do problema”, disse texto da instituição.
Neste mês, o governo paulista anunciou a contratação de 1.782 professores para atuação como professores orientadores de convivência em 1.581 unidades de ensino. O programa Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar é uma iniciativa que já existia na rede para “um ambiente de aprendizagem solidário, colaborativo, acolhedor e seguro”.
Depois do ataque na escola Thomázia Montoro, o governo anunciou a contratação de 550 psicólogos para trabalhar com os alunos da rede. A secretaria diz que todos eles já estão trabalhando.


















