Apagão reacende conflito sobre Enel entre Nunes e ministro de Lula

O prefeito de SP, Ricardo Nunes, diz que ministro de Minas e Energia “zomba da população” ao defender renovação de contrato com a Enel

atualizado

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Gildson di Souza/Prefeitura de SP e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ricardo Nunes e Alexandre Silveira - Metrópoles
1 de 1 Ricardo Nunes e Alexandre Silveira - Metrópoles - Foto: Gildson di Souza/Prefeitura de SP e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em vídeo postado nas redes sociais, nessa quinta-feira (11/12), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), resgatou o conflito com Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia, sobre renovação com a Enel. Atualmente, a concessionária é responsável pela distribuição de energia elétrica na capital e cidades na região metropolitana.

A provocação de Nunes ocorreu em meio ao cenário de caos que atingiu o estado nesta semana, quando mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem luz devido a ventos de quase 100 km/h causados por um ciclone extratropical. No entanto, há mais de um mês, Silveira disse que o contrato com a distribuidora poderia ser mantido mesmo com o “choro” de Nunes e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Ministro, quem está chorando é a população. Enquanto você está zombando, a população chora, a população sofre. É inaceitável que já há anos essa empresa aqui na cidade de São Paulo e nos demais 23 municípios faça com que milhões de pessoas sofram tanto”, rebateu o gestor municipal. “A dubiedade é do comportamento de um ministro que teria obrigação de defender a população e fica preocupado em defender uma antecipação de renovação de contrato que vai vencer em 2028”, acrescentou Nunes.

Na quarta (11/12), o prefeito já havia classificado o apagão como mais uma “irresponsabilidade” da Enel.

Renovação de contrato com a Enel

Anteriormente, o ministro de Minas e Energia, do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegou que não há politização nas discussões sobre a renovação do contrato e que o governo federal não pode gerar “dubiedade” para o setor privado.

“É fundamental que a gente sinalize que não há politização nessa questão. Se o prefeito quiser chorar, se o governador de São Paulo quiser chorar, não tem problema. Se estiver certo, vamos renovar. Se estiver errado, mostra o que está errado, dá um despacho lá, tem coragem de fazer, enterra e acabou. Não vamos pedir a favor de ninguém, mas não vamos politizar nem deixar dubiedade para o setor privado, que nós precisamos tanto atrair investimentos”, apontou Silveira durante evento.

De responsabilidade da União, o contrato de concessão da Enel é criticado frequentemente por Nunes e por Tarcísio devido aos problemas que a empresa apresenta no reestabelecimento de energia em épocas de chuva. A concessionária é responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 8 milhões de pessoas na capital paulista e em outros 23 municípios da Grande SP.

“O governador de São Paulo e o prefeito de São Paulo estão ‘carecas’ de saber a importância da renovação. Todos os itens que o governador Tarcísio cita reiteradamente que são importantes de serem agregados à qualidade de serviço da prestadora de energia no estado de São Paulo estão contemplados no novo contrato”, afirmou o ministro.

Gleisi Hoffmann x Tarcísio de Freitas

Além de Ricardo Nunes e Alexandre Silveira, o embate entre governos estadual e federal englobou outros nomes relevantes do jogo político. Nesta sexta (12/12), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou o governador de São Paulo pelo apagão. Ela alegou que Tarcísio de Freitas quer “jogar a crise da Enel no colo do governo federal”.

Tarcísio afirmou, na quinta-feira, que São Paulo “não pode ficar refém da Enel” e que a competência sobre o contrato de concessão “é exclusiva do governo federal”.

Contudo, Gleisi disse que Tarcísio e “seu chefe Bolsonaro” sempre foram a favor de privatizar serviços essenciais, como energia e saneamento. Para a ministra de Lula, agora não adiantaria falar em intervenção federal. “Bolsonaro privatizou a Eletrobras, tirando da União a única empresa que poderia assumir a distribuição de energia em São Paulo”, completou.

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Ventania derrubou árvores em São Paulo
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Estragos da ventania atingiram São Bernardo
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Corpo de Bombeiros recebeu mais de 500 chamados para queda de árvores. Carros, ônibus e vias ficaram bloqueados após a ventania
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Apagão após ciclone


 

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