Após ciclone, Tarcísio volta a defender intervenção federal na Enel
Para o governador, falhas da concessionária Enel se repetirão se o governo federal não intervier na gestão da energia
atualizado
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Após a capital e parte da região metropolitana São Paulo ser atingida pelo ciclone extratropical na manhã de quarta-feira (10/12), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a defender uma intervenção federal na Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região afetada.
Durante a agenda, nesta quinta-feira (11/12), o chefe do Executivo paulista afirmou que já sugeriu ao Ministério de Minas e Energia a adoção de medidas regulatórias.
“A gente tem uma situação de um contrato que é federal. Está no Ministério de Minas e Energia, que tem uma regulação federal, que cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica. O que a gente veio dizendo ao longo desse tempo é que nós temos um problema, é um contrato muito antigo”
Tarcísio reforçou que nem o governo do estado, nem a Prefeitura de São Paulo têm autonomia sobre o contrato de concessão, responsabilidade que é exclusiva do governo federal por meio do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para ele, se nenhuma ação for tomada, os apagões devem continuar e se repetir ao longo dos próximos anos, com riscos de novos episódios até 2028 ou além, caso o contrato ainda seja prorrogado.
Estragos do ciclone
O ciclone extratropical que atingiu a capital e a Grande São Paulo deixou um rastro de destruição. A cidade amanheceu com árvores arrancadas pela raiz, carros esmagados, ruas bloqueadas e milhares de pessoas sem energia. Os impactos foram vistos em vários bairros, onde galhos gigantes caíram sobre veículos, muros e fiações, causando prejuízo e interrupções por toda parte. Veja abaixo as imagens dos estragos pela cidade:


















