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Brasil

Gleisi rebate Tarcísio por apagão: "Quer jogar no colo do governo"

Ministra Gleisi Hoffmann criticou o governador de São Paulo, que atribuiu a competência sobre as crises de energia ao governo federal

12/12/2025 12:28, atualizado 12/12/2025 13:15
Celso Silva/Governo de São Paulo - VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Montagem que mostra Tarcísio de Freitas à esquerda e Gleisi Hoffmann à direita

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta sexta-feira (12/12) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após o apagão que atingiu o estado paulista na quinta-feira (11/12). A ministra afirmou que o governador quer “jogar a crise da Enel no colo do governo federal”.

Tarcísio afirmou na quinta-feira que São Paulo “não pode ficar refém da Enel (empresa privada responsável pela distribuição de energia no estado)” e que a competência sobre o contrato de concessão “é exclusiva do governo federal“.

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Gleisi disse que Tarcísio e “seu chefe Bolsonaro” sempre foram a favor de privatizar serviços essenciais, como energia e saneamento, e que agora não adiantaria falar em intervenção federal, “porque Bolsonaro privatizou a Eletrobras, tirando da União a única empresa que poderia assumir a distribuição de energia em São Paulo”.

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Apagão em São Paulo

O apagão ocorrido em São Paulo, na quinta-feira, deixou mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica, após um ciclone extratropical atingir o estado e causar rajadas de vento de 98 km/h.

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo notificou a Enel, alertando sobre riscos a serviços essenciais para a população.

A Enel é uma empresa italiana de distribuição de energia (Ente nazionale per l’energia elettrica), responsável pelo fornecimento de energia em São Paulo desde 2018.