Alesp inicia ano eleitoral esvaziada e com clima de “missão cumprida”
Deputados da base de Tarcísio reconhecem que Alesp não deve ter grandes debates no ano eleitoral. Primeira sessão teve menos de 20 deputados
atualizado
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A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) iniciou o ano legislativo com a presença de poucos deputados no plenário e com um sentimento de “missão cumprida” por parte da base aliada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Assim como o chefe do Palácio dos Bandeirantes, que deve tentar a reeleição, boa parte dos parlamentares tem como foco em 2026 a campanha eleitoral.
Nessa segunda-feira (2/2), foi realizada a sessão que inaugurou os trabalhos no ano, com a tradicional leitura da mensagem do governador. O novo secretário da Casa Civil, Roberto Carneiro (Republicanos), representou Tarcísio na cerimônia e leu o discurso.
Em tom protocolar, o texto elencou os projetos considerados mais importantes aprovados pelos deputados nos últimos anos e exaltou programas da gestão, como a reforma administrativa, privatização da Sabesp, a PEC do Manejo e o programa Superação da Pobreza. Para 2026, o Executivo afirmou que será um ano de “concluir obras, consolidar programas, ampliar entregas e assegurar que os resultados alcançados se transformem em legado permanente para a população”.
A sessão foi esvaziada e contou com a presença de apenas cerca de 15 deputados, do total de 94. Após a leitura da mensagem por Carneiro, parlamentares da base utilizaram o microfone para saudar o novo chefe da articulação política.
Presidente estadual do Republicanos, partido de Tarcísio, Carneiro é descrito por aliados como uma figura habilidosa nos bastidores e com boa relação com diferentes partidos e sua chegada representa uma guinada política na Casa Civil. Ele substituiu no cargo Artur Lima, alvo constante de reclamação de deputados e prefeitos ao longo de todo o mandato.
Nos bastidores, deputados da base aliada de Tarcísio reconhecem que a Casa já aprovou os principais programas do governo nos últimos três anos e que esse ano não deve contar com grandes debates. Uma das medidas ainda aguardada por parlamentares, especialmente aqueles ligados à pauta da segurança, é a nova Lei Orgânica da Polícia Civil. Ainda não há certeza, no entanto, que o projeto será enviado neste ano.
O colégio de líderes, que define a pauta da semana, não será realizado nesta semana. A previsão é que a primeira reunião do colegiado ocorra na semana que vem.
