“Nada a ver com submissão”, diz Tarcísio sobre relação com Bolsonaro

Tarcísio reagiu a declaração de Gilberto Kassab sobre necessidade de governador ter identidade própria e evitar submissão a Bolsonaro

atualizado

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES
Foto colorida de Tarcísio de Freitas - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Tarcísio de Freitas - Metrópoles - Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30/1) que sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a decisão de concorrer à reeleição em detrimento de se lançar a uma candidatura presidencial, como defendiam setores da elite financeira e do Centrão, não tem “nada a ver com submissão”.

“E sou uma pessoa de valores. Aprendi isso nas Forças Armadas, dentro da minha casa, com meus pais e na minha fé. Então, sei que vou ser grato a quem me estendeu a mão, a quem abriu as portas. É fácil você estar do lado quando a pessoa está bem. Difícil, e você às vezes não vê muito isso na política, é estender a mão quando a pessoa está na pior, precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder e está privada da sua liberdade. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão”, disse o governador durante agenda na região central de São Paulo.

A declaração de Tarcísio após ser questionado sobre uma fala de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais do governo paulista, em que o cacique afirma que o governador deve ser grato a Bolsonaro, mas evitar uma postura de submissão.

“Identidade significa ser bom caráter. Tem que estar sempre mostrando qual foi a importância do ex-presidente Bolsonaro na sua carreira, na sua eleição de governador. Mas é fundamental que ele tenha a sua identidade. Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade, outra coisa é submissão”, disse Kassab em entrevista ao UOL.

Na tarde desta sexta-feira, Kassab publicou uma nota nas redes sociais em que esclarece que não quis dizer que Tarcísio seria submisso a Bolsonaro, mas o contrário.

“Quando fui indagado sobre como acho que o governador Tarcísio de Freitas deveria conduzir sua relação com o presidente Jair Bolsonaro, respondi, objetivamente, que na minha opinião ele é corretamente grato, reconhecido e leal ao ex-presidente, seu amigo, o que não significa ser submisso”, afrimou.

“Um governador de São Paulo, o segundo maior cargo executivo no Brasil, que tem todas as qualidades para presidir o país, não deve ser submisso a ninguém, como o Tarcísio não é. Ele comanda o governo com identidade própria e caráter, como afirmei nas duas entrevistas”, completou o presidente do PSD.

Apoio ao filho “01”

Nos bastidores, alguns aliados de Tarcísio interpretaram a declaração como uma alusão ao fato de Tarcísio ter atrelado a definição sobre seu futuro político à decisão de Bolsonaro sobre quem seria seu candidato no pleito presidencial. Após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio passou a ser pressionado por bolsonaristas para apoiar de forma mais enfática o nome do filho “01”.

“Eu tenho o meu estilo e a minha característica. Sou um cara mais técnico, mais centrado, mais ponderado e continuo sendo. Isso não vai mudar. Acredito no projeto futuro. A decisão, por exemplo, de ficar em São Paulo não tem nada a ver com submissão. Não é nenhuma novidade, sempre falei, desde 2023, quando eu cheguei aqui em São Paulo, que o meu projeto era de longo prazo. Nada mudou”, afirmou.

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