Advogado morto a facadas tentou defender amiga de assédio de suspeito
Amiga de André Amato, advogado morto dentro de apartamento no centro de SP, disse à polícia que ele tentou defendê-la de assédio
atualizado
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Uma das pessoas que estava no apartamento onde o advogado André Luís Vedovato Amato foi morto a facadas, na última quarta-feira (10/9), disse à polícia que ele tentou defendê-la de assédio do suspeito de cometer o crime. O caso aconteceu na Bela Vista, no centro de São Paulo.
Em depoimento, a mulher disse que André, que era amigo dela, chegou ao local acompanhado de Cleverson Willians, de 29 anos. Os três ingeriram bebidas alcoólicas e usaram cocaína durante a madrugada, o que fez Cleverson “mudar o comportamento”.
De acordo com a depoente, o suspeito começou a ficar mais violento e a assediá-la, passando a mão no corpo dela. “Comecei a ficar desconfortável e mandei ele parar”, disse. Nesse momento, o advogado estava tomando banho.
“André percebeu o que tava acontecendo e saiu do banheiro, pegou um cabo de vassoura e foi na direção do Cleverson”, relatou a mulher. Os dois começaram a brigar e ela se escondeu no banheiro.
Cleverson confessou que matou o advogado com facadas, mas não contou a motivação ou detalhes da briga, segundo o boletim de ocorrência. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Quem era advogado
O advogado André Luís Vedovato Amato, de 34 anos, era analista de relações institucionais da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Shangai Delta do Rio Yangtze. Em seu perfil no LinkedIn, ele se apresentava como mestre em direito, especialista em direito internacional, doutorando em relações internacionais e professor universitário.
Nas redes sociais, o professor Rubens Becak, orientador de André Amato, lamentou a morte do advogado. “Recebo com imenso pesar a notícia do falecimento trágico do meu ex-orientando André Luís Vedovato Amato. Que encontre descanso e luz. Sua partida tão precoce nos lembra da fragilidade da vida e da importância de cultivarmos sempre a empatia, a coragem e a humanidade”, escreveu.
