Oito horas de espera: casal remarca voo após pane em aeroportos
Passageiros sofreram com voos remarcados e cancelados após o controle de tráfego aéreo ser suspenso na manhã desta quinta (9/4)
atualizado
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Na manhã desta quinta-feira (9/4), uma pane técnica causou a suspensão do controle de tráfego aéreo em aeroportos de São Paulo, fazendo com que voos fossem cancelados ou remarcados. A operação, que já foi restabelecida até o começo da tarde, fez com que alguns passageiros enfrentassem horas de espera e frustração.
Em entrevista ao Metrópoles, o casal Tainá e Milton relataram que saíram de Barueri em direção ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, quando foram surpreendidos por um e-mail da empresa aérea informando o adiamento do voo.
“Vamos embarcar com destino a Belo Horizonte (MG). Nosso voo estava marcado para 12h e descobrimos que ele foi remarcado para as 20h. Pegou a gente de surpresa, descobrimos quase agora”. O casal afirmou que optou por esperar no próprio aeroporto até a hora do novo embarque.
“Tínhamos um compromisso e agora, por conta do novo horário, vamos ter que adiar. Um detalhe é que recebemos da nossa companhia aérea um voucher no valor de R$ 38 para passar as próximas 8 horas de espera. De repente, dá até pra comer um pão de queijo”, brincou Milton.
Nas redes sociais, outras pessoas que estavam nos aeroportos de São Paulo relataram o caos e alguns passaram mais de uma hora de espera dentro das aeronaves, sem qualquer previsão de quando decolariam. “Estamos aqui presos em um voo, tentando ir para Assunção comemorar um aniversário de 84 anos”, lamentou mais um usuário.
Pane em aeroportos
O controle de tráfego aéreo foi suspenso em todos os pousos e decolagens nos aeroportos de São Paulo na manhã desta quinta. Em nota à reportagem, a concessionária responsável pelo Aeroporto de Congonhas, Aena, informou que uma pane técnica impactou as operações. A GRU Airport, responsável pelo Aeroporto de Guarulhos, também confirmou o incidente.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, suspeita que a pane tenha sido provocada por um vazamento de gás no prédio do Controle de Aproximação de São Paulo (APP-SP), dentro do Aeroporto de Congonhas.
Procurada, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que houve uma interrupção temporária das operações entre as 9h30 e 10h06, mas que “que as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado”.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que chegou a acionar um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário. “A Anac concentra as ações em duas frentes principais: levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas; estimativa do potencial de passageiros impactados”.
Aeroportos afetados:
- Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos
- Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital
- Aeroporto Campo de Marte, na zona norte
- Aeroporto Viracopos, em Campinas
- Aeroporto Estadual Bartholomeu de Gusmão, em Araraquara
- Aeroporto Regional Comandante Luiz Gonzaga Lutti, em Avaré
- Aeroporto Estadual Moussa Nakhl Tobias, em Bauru
- Aeroporto Estadual Arthur Siqueira, em Bragança Paulista
- Aeroporto Estadual Tenente Lund Presotto, em Franca
- Aeroporto Edu Chaves, em Guaratinguetá
- Aeroporto Estadual Dr Antônio Ribeiro Nogueira, em Itanhaém
- Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí
- Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich, em Marília
- Aeroporto Estadual Alberto Bertelli, em Registro
- Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes, em Ribeirão Preto
- Aeroporto Estadual Mário Pereira Lopes, em São Carlos
- Aeroporto Estadual Nelson Garófalo, em São Manuel
- Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz, em Sorocaba
- Aeroporto Gastão Madeira, em Ubatuba
Especialita questiona incidente
Em entrevista ao Contexto Metrópoles, o especialista em aviação Diogo da Luz percebeu um “amadorismo” na dinâmica da aviação brasileira após a suspeita de vazamento de gás que teria acarretado a pane elétrica responsável pela paralisação dos aeroportos em São Paulo nesta quinta.
A hipótese de vazamento de gás no prédio do Controle de Aproximação de São Paulo (APP-SP) foi levantada pelo ministro de Portos e Aeroportos. Em sua fala, Diogo da Luz questionou a presença de gás no local, visto que os aparelhos presentes ali funcionam por eletricidade.












