Suspeita de vazamento de gás em Congonhas causou pane aérea, diz ministro
Ministro Tomé Franca afirmou que suspensão de voos foi uma medida preventiva após suspeita de vazamento de gás no prédio do APP-SP
atualizado
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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a pane que paralisou voos em São Paulo na manhã desta quinta-feira (9/4) foi provocada por uma suspeita de vazamento de gás no prédio do Controle de Aproximação de São Paulo (APP-SP), dentro do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.
“Houve uma suspeita de vazamento de gás. E como uma medida preventiva, houve evacuação do prédio”, disse Franca. “Mas após 35 minutos, foi identificado que existia normalidade dentro do setor. Os postos voltaram a ser ocupados e as operações voltaram a funcionar”, afirmou em entrevista à CNN.
Em razão da ocorrência, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo gerenciamento do tráfego aéreo, suspendeu, por aproximadamente 35 minutos, as autorizações de decolagem na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), que abrange os aeroportos de Congonhas e Guarulhos. Segundo o ministério, as operações foram normalizadas às 10h06 nos dois aeroportos.
Impactos no país
Segundo Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac, o órgão está monitorando o problema. “Estamos calculando os impactos que vão ocorrer na malha em todo o país, inclusive com planos de contingência para que isso não dure muito tempo”, disse.
“Todo o terminal São Paulo foi impactado e nós estamos analisando, estudando, para que medidas sejam tomadas de maneira que esse impacto não reverbere no Brasil inteiro”, afirmou Faierstein.
O problema provocou uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo no início da manhã, levando à suspensão de todos os pousos e decolagens em todos os aeroportos de São Paulo por pouco mais de uma hora.
Retomada dos voos
O Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, e o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, retomaram a operação de voos após uma pane técnica geral no centro de controle do espaço aéreo de São Paulo, na manhã desta quinta-feira.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Aena, responsável pelo Aeroporto de Congonhas, informou que o aeroporto voltou a operar normalmente, após pousos e decolagens ficaram suspensos das 8h58 às 10h09 desta quinta-feira.
A GRU Airport, concessionária do aeroporto de Guarulhos, também foi procurada pela reportagem e afirmou que as operações estão sendo retomadas parcialmente.
“A paralização foi causada por uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP) e não tem relação com nenhuma ocorrência neste aeroporto”, acrescentou.
Muitos voos foram atrasados e as concessionárias trabalham para mitigar os impactos.
Por meio de nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que houve uma interrupção temporária das operações aéreas entre 9h30 e 10h06, “devido a um problema técnico operacional na região de São Paulo”.
“Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”, informou a FAB. O problema técnico será apurado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéro (Decea).
Já a NAV Brasil, que controla o tráfego aéreo no país, informou que os atrasos registrados em diversos aeroportos na manhã desta quinta-feira foram consequência de ocorrência no Controle de Aproximação de São Paulo (APP-SP), órgão responsável pelo controle do tráfego aéreo na área terminal da região.
“Os órgãos operacionais da NAV Brasil permanecem acompanhando a situação e promovendo as medidas pertinentes para mitigar os impactos”.
Também por meio de nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que diante da situação registrada nos aeroportos de São Paulo, “acionou um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário”.
“Como a operação aparentemente já foi restabelecida, neste primeiro momento a Anac está concentrando as ações em duas frentes principais: 1) levantamento das empresas aéreas e rotas afetadas; 2) estimativa do potencial de passageiros impactados”, afirmou a agência.
“Além do acompanhamento, ao longo do dia, do desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha. A depender da evolução da situação, a Agência avaliará a necessidade de outras medidas”, completou.
Veja quais são os aeroportos afetados em SP:
- Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos
- Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital
- Aeroporto Campo de Marte, na zona norte
- Aeroporto Viracopos, em Campinas
- Aeroporto Estadual Bartholomeu de Gusmão, em Araraquara
- Aeroporto Regional Comandante Luiz Gonzaga Lutti, em Avaré
- Aeroporto Estadual Moussa Nakhl Tobias, em Bauru
- Aeroporto Estadual Arthur Siqueira, em Bragança Paulista
- Aeroporto Estadual Tenente Lund Presotto, em Franca
- Aeroporto Edu Chaves, em Guaratinguetá
- Aeroporto Estadual Dr Antônio Ribeiro Nogueira, em Itanhaém
- Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí
- Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich, em Marília
- Aeroporto Estadual Alberto Bertelli, em Registro
- Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes, em Ribeirão Preto
- Aeroporto Estadual Mário Pereira Lopes, em São Carlos
- Aeroporto Estadual Nelson Garófalo, em São Manuel
- Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz, em Sorocaba
- Aeroporto Gastão Madeira, em Ubatuba












