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São Paulo

Após 8 dias preso injustamente por estupro, homem é solto da cadeia

Homem havia sido preso injustamente por estupro de vulnerável por conta de erro na grafia do nome. Processo que causou prisão corre na Bahia

15/07/2025 17:05, atualizado 15/07/2025 17:07
Reprodução
Captura de tela de vídeo que mostra o momento em que Jabson Andrade da Silva é solto após passar 8 dias preso injustamente. - Metrópoles

Um homem passou sete dias preso injustamente, acusado de estupro de vulnerável, em um Centro de Detenção Provisória (CDP) na zona oeste de São Paulo. Jabson Andrade da Silva, de 56 anos, ficou detido por conta de um erro na grafia do próprio nome, e foi solto nesta terça (15/7).

Um vídeo gravado pela família mostra o momento em que o homem foi solto. Veja:

O procurado, na verdade, se chama Jabison Andrade da Silva, com um “i”, natural de Araripina, em Pernambuco. Ele é acusado de ter estuprado uma enteada em Ubatã, no sul da Bahia, entre 2008 e 2015.

Já na instauração do inquérito policial ocorreu o erro, que se repetiu durante toda a ação criminal, inclusive no mandado de prisão cumprido no dia 7 de julho por policiais do 101º Distrito Policial (Jardim Imbuias), na zona sul da capital.

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A prisão ocorreu no âmbito da Operação Rastreio, em que a Polícia Civil de São Paulo prendeu quase mil foragidos em 24 horas.

Com a prisão injusta, o verdadeiro acusado permanece solto.


Preso por erro na grafia do nome

  • Jabson nasceu em Araci, no nordeste da Bahia, e se mudou para São Paulo em 1991, de onde nunca mais saiu.
  • Casado, o zelador teve duas filhas e quatro netos.
  • Quando foi preso, a esposa e uma das filhas de Jabson tentaram alertar os policiais que se tratava de um engano. As tentativas, no entanto, não surtiram efeito.
  • O advogado da família entrou com um pedido de soltura na Justiça da Bahia, que determinou a prisão.
  • A resposta veio nesta terça, após um juiz do estado assinar o alvará de soltura de Jabson.

Família descreve alívio

Após a soltura, Catherine Goes Lourenço, filha de Jabson, falou ao Metrópoles sobre o alívio sentido pela família.

Segundo ela, o pai ficou bastante abalado quando o caso ocorreu, mas agora está bem. Assim que chegou em casa, recebeu visita de familiares.

“Agora a gente está bem. Graças a Deus, o pior já passou”, disse Catherine.