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Vamos parar de medo e deixar a nossa luz brilhar

Compreendi que somente posso escrever o livro de minha vida

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“Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.

Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.

Nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?’ Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?…

Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.

E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.”

A primeira vez que li essas reflexões ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, confesso que fiquei sem chão. Senti-me flutuar, num estado de choque, de ver de perto o tamanho do medo que sinto no processo de acessar a luz em mim.

Grandes mestres nos mostram que, no inconsciente, não reside apenas nossa sombra, mas também toda a nossa capacidade e imensos potenciais.

Duas faces de uma mesma moeda

O medo de falar publicamente, por exemplo, fala da outra face de uma mesma moeda: a vaidade de falar em público. O tema central da moeda sobre a qual falamos é a identificação profunda com a mensagem de que somos somente portadores.

Ou seja, tanto o medroso extremo, quanto o vaidoso extremo alimentam-se de um mesmo mecanismo: ambos estão profundamente colados com o conteúdo da mensagem que estão transmitindo. Ouvi uma história de um grande amigo meu, que ilustra muito bem esta compreensão:

“Certa vez, um palestrante acostumado com explanações em público, deparou-se com uma quantidade bem maior de espectadores e sentiu-se envaidecer. Na hora em que ia começar a falar, veio o branco: não conseguiu lembrar de nada!

Mais tarde, conversando com um colega experiente, este o levou a visualizar uma passagem do Evangelho, em que é narrada a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, no histórico Domingo de Ramos. Dentro desta visualização, o amigo pediu que o expositor olhasse para a multidão, e que procurasse por si mesmo em meio àquela cena. ‘Você está aí nesta cena, repare bem!’, dizia.

Depois de buscar identificar-se, sem sucesso, o amigo que conduzia a visualização assinalou: ‘Está vendo Jesus Cristo entrando na cidade, sentado sobre o burrinho? Você é ele, o burrinho!’
O palestrante entendeu a colocação e, sem qualquer intenção de menosprezar a si mesmo, nem dar-se importância demasiada, percebeu-se tão somente como um veículo do Amor, expressando-se na alegria do serviço.”

#FocaNoBurrico
Momento a momento, em nossas vidas, deixamos de perceber que somos instrumentos nas mãos de forças muito maiores do que nós. Somos a expressão deste Amor, desta Vida em manifestação, tornando-se auto-consciente em Si Mesma, por meio da expansão das compreensões que acessamos em nós.

Desde que ouvi essa história do burrinho (que resolvi chamar de burrico), abracei um tantinho mais a minha sombra. Eu, que tive profundas dificuldades de assinar os textos que escrevo; que apenas os mostrava a amigos, demorando para torná-los públicos na Internet; que travei ao pensar em gravá-los em voz; que tinha imenso receio de mostrar meu rosto em vídeos; que sempre tive náuseas, dores de cabeça e outros inconvenientes ao palestrar; compreendi que estava presa nesta moeda da identificação extrema, confundindo-me com a mensagem em si, ao ter medo de ser julgada a partir dela. Porém, a mensagem não é minha nem nunca será.

Quando percebi em mim esse profundo medo de exposição, não me dei conta de que era a mesma fonte que leva os vaidosos à queda. Colocar-me somente como o instrumento que sou, tornou tudo mais leve e claro.

Ao menor sinal de temor ou envaidecimentos, abraço minha criança espiritual e rimos juntas: “Danizita, atenção: hashtag Foca no Burrico, ok?”. Rio de mim mesma, me abraço e retomo o centro do meu propósito que é um só: me permitir conduzir por esse Amor Maior, por essa luz que de nós Se serve para fazer-Se expandir.

Apenas temos o nosso testemunho a dar, nenhum outro
A cada vislumbre, esta Mensagem me transforma, me toca, me modifica e me inspira. Compreendi que a única história que tenho para contar, na existência, é o testemunho desses encontros sublimes que vivo. O viés do meu ser, único e intransferível, traz as cores da contribuição de meu espírito à Criação.

Do inconsciente, esta luz emerge como se fosse um ‘pop-up’ em nosso consciente, e encontra abrigo nas criações de todos nós: no poeta que declama um poema; num músico fazendo um solo; na dançarina brilhando em pleno salto; da mãe que faz um carinho no rosto do filho; do cozinheiro que oferece um prato com esmero; do casal num encontro amoroso pleno de entrega; da escritora que se cura e se liberta num texto escrito com presença e devoção.

A beleza é justamente perceber que cada ser que existe, com seu viés, irá traduzir seu testemunho de uma forma específica e individual. Compreendi que somente posso escrever o livro de minha vida, Daniela Migliari. Não posso escrever o testemunho de Jesus Cristo, Gandhi, do meu marido, dos meus filhos, de ninguém mais. E isso é lindo!

Dexai florescer
Ao permitir-me florir, permito-me e encanto-me com o florescimento dos demais. Cada um a seu modo, mas sempre espelhando-nos a todos.

No contato com o outro, nos descobrimos, nos projetamos, nos testamos.

No silêncio e no esvaziamento em contato com a gente mesmo, vislumbramos o divino em nós.

O Universo se expressa em abundância: há espaço para todos florirem. A falta e a escassez são crenças e ilusões temporárias.

Abraçar a diversidade das flores do jardim faz-nos ainda mais abertos a acessar o Amor do Grande Jardineiro.

Embevecer-nos com as cores de cada flor e com a forma única de cada uma florescer é exercício de pura beleza e gratidão!

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