S&P: Brasil tem de voltar a crescer para reaver grau de investimento

Diretor da S&P ressalta que Brasil não cresceu na última década, o que é um desafio para dívida. País perdeu grau de investimento em 2015

atualizado

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Presidente Lula desce rampa do Palácio do Planalto para observar o resultado da retirada dos gradis de proteção que cercam a sede do Executivo desde 2013 6
1 de 1 Presidente Lula desce rampa do Palácio do Planalto para observar o resultado da retirada dos gradis de proteção que cercam a sede do Executivo desde 2013 6 - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Para retomar o grau de investimento perdido em 2015, o Brasil precisará demonstrar que tem capacidade de voltar a crescer de forma consistente, na visão de Manuel Orozco, diretor da agência de classificação de risco S&P e um dos responsáveis pela avaliação de América Latina.

Orozco participou do programa Itaú Views, que foi ao ar nesta segunda-feira (26/6). A S&P mudou a perspectiva da nota brasileira de “estável” para “positiva” neste mês.

“Claramente estamos vendo mudança na política fiscal, em que ele [governo] quer mais gasto, porém, está procurando mais fontes de financiamento. Isso é importante”, disse.

O diretor da S&P afirmou, no entanto, que para manter a arrecadação, o “crescimento é chave” e criará “resiliência para enfrentar choques e manter o cumprimento das dívidas”.

Década perdida

Orozco ressaltou também que o Brasil viveu a última década sem crescimento, abaixo dos demais emergentes. Por outro lado, afirmou que questões institucionais como a independência do Banco Central e o novo marco fiscal são pontos positivos.

“Nesse aspecto, a agenda de reformas é muito importante, porque isso vai continuar tirando o custo Brasil”, disse.

A S&P foi a primeira das três principais agências de risco a mudar de “estável” para “positiva” a perspectiva da nota de crédito do Brasil, o que não ocorria desde 2019. Apesar disso, o Brasil segue com nota BB-, que indica “grau de especulação”.

O Brasil chegou a ter o chamado “grau de investimento” no segundo governo Lula, em 2008, e o perdeu depois no segundo governo Dilma Rousseff, em 2015.

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