Presidente da Caixa celebra resultado “forte” e alerta sobre segurança

Carlos Vieira classificou números apresentados no período entre abril e junho como “fortes” e destacou o lucro recorrente “muito expressivo”

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 Imagem de Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal - Metrópoles - Foto: Divulgação/Caixa Econômica Federal

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, comemorou nesta quinta-feira (18/9) os resultados financeiros do banco no segundo trimestre deste ano, divulgados na véspera.

Em um evento realizado no auditório do edifício-sede da instituição em São Paulo, Vieira classificou os números apresentados no período entre abril e junho de 2025 como “fortes” e destacou o lucro recorrente “muito expressivo” obtido pelo banco.

O vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa, também participou do evento.

A Caixa registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, o que representou um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entretanto, na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve queda de 29,9%.

Nos seis primeiros meses do ano, o lucro líquido recorrente da Caixa foi de R$ 8,9 bilhões, com uma expansão de 44,9% em relação ao primeiro semestre de 2024.

“O resultado do semestre posiciona e mostra a trajetória construída ao longo deste nosso percurso. São números muito fortes. Tivemos um resultado semestral comparativo muito significativo e um lucro recorrente também muito expressivo”, afirmou Vieira.

Durante sua fala inicial, o presidente da Caixa disse que a empresa não pode “deixar de lado a visão de que um banco social tem que fazer mais por quem mais precisa”. “A Caixa não avança se não tiver o conceito de centralidade no cliente”, afirmou.

Crédito para moradias e pequenos empreendedores

Ao comentar os resultados da Caixa no segundo trimestre, Carlos Vieira destacou os números do crédito para moradias e também o programa de microcrédito para pequenos empreendedores.

“Continuamos com um patamar de contratação próximo de 3 mil contratações diárias, que é um número muito expressivo”, afirmou. “A Caixa é um banco que vai desde as grandes empresas até a pessoa mais simples que mora no interior do país. Temos toda essa transversalidade, mas com o foco também em estados e municípios.”

Sobre o microcrédito para pequenos empreendedores, o executivo disse que “é papel do Estado e dos bancos públicos, como a Caixa, ser um indutor para que essa pessoa seja um agente econômico com capacidade de entrar no mercado de crédito de maneira efetiva”.

“O objetivo é trazer essa população para que ela tenha acesso ao crédito e possa chegar a um estágio de ser um agente econômico com força na economia”, completou.

De acordo com a Caixa, a carteira de crédito do banco ficou em R$ 1,294 trilhão no período entre abril e junho, com aumentos de 2,1% (trimestral) e 10,1% (anual).

A inadimplência da carteira, por sua vez, terminou o segundo trimestre em 2,66% – ante 2,49% no primeiro trimestre e 2,2% no mesmo período do ano passado.

O balanço divulgado pela Caixa mostrou também que a carteira imobiliária do banco fechou o segundo trimestre com saldo de R$ 875,4 bilhões, uma alta de 2,9% (trimestral) e de 11,7% (anual).

Ainda em relação ao crédito imobiliário, as contratações somaram R$ 57,3 bilhões no período, com crescimento de 16,1% em relação ao primeiro trimestre. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve recuo de 6,5%.

O crédito comercial de pessoa física ficou com saldo de R$ 144,4 bilhões, o que correspondeu a um aumento de 2,4% (em relação ao primeiro trimestre) e de 9,1% (na base anual).

Já o crédito comercial de pessoa jurídica terminou o mês de junho em R$ 105,8 bilhões, com altas de 1,8% em três meses e de 8,1% em 12 meses.

A projeção da Caixa é a de um crescimento entre 6,5% e 10,5% da carteira de crédito total em 2025.

COP 30 e sustentabilidade

Durante sua participação no evento da Caixa, Carlos Vieira também disse que o banco assumiu o compromisso de desenvolver práticas sustentáveis e se engajar, inclusive, na agenda da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA), programada para novembro deste ano.

“Em novembro, certamente todo o mundo vai olhar com muita atenção para o Brasil e a questão da sustentabilidade, a partir da COP 30. A Caixa se coloca dentro dessa ação rumo à COP 30”, afirmou o presidente do banco.

“Nós criamos um edital de fundo socioambiental que propõe a colocação de R$ 50 milhões em apoio ao projeto da Amazônia Legal, o que a gente chama de processo regenerativo da Amazônia”, complementou.

Alerta sobre cibersegurança

O presidente da Caixa Econômica Federal também destacou a preocupação do banco com a segurança digital e o bom funcionamento de suas plataformas, em meio a recentes episódios de ataques hackers contra o sistema financeiro nacional.

No início do mês, o Banco Central (BC) emitiu um alerta de segurança, informando sobre a ocorrência de um novo ataque hacker contra uma instituição de pagamento não autorizada a funcionar pela autoridade monetária.

O comunicado do BC orientou as empresas a reforçarem o monitoramento de suas transações, incluindo aquelas realizadas internamente. Segundo a autoridade monetária, foi detectado um “incidente cibernético” em instituição não autorizada pelo BC.

O novo episódio se soma a outros três ataques hackers contra o sistema financeiro do país registrados nos últimos dois meses, que tiveram como principais alvos a C&M Software e a Sinqia, além da fintech gaúcha Monetarie (cujo nome-fantasia é Monbank), mais recentemente.

No último dia 5, o BC anunciou uma série de normas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN), alvo de recentes ataques promovidos por grupos criminosos, para combater a atuação do crime organizado no sistema financeiro.

O BC fixou um teto de R$ 15 mil em operações via TED e Pix para instituições de pagamentos não autorizadas e as que se conectam ao SFN por meio de prestadores de serviços de tecnologia de informação (PSTI).

“Todos nós sabemos hoje a questão envolvendo a cibersegurança. Este é um assunto seríssimo e temos de ter todo o cuidado”, reconheceu o presidente da Caixa.

Carlos Vieira destacou a atuação de uma secretaria específica da Caixa dedicada a prevenir e rastrear eventuais ameaças digitais ao banco e a seus clientes.

“Transformação digital é importante, mas a segurança para que essa transformação digital se dê de forma adequada também é muito importante”, afirmou o executivo.

“A Caixa está pronta para liderar o futuro, com estrutura renovada, tecnologia de ponta e uma cultura forte. A transformação é real, o cliente é o centro e o futuro se faz no presente”, concluiu Vieira.

Outros dados

Ainda segundo o balanço da Caixa divulgado na noite de quarta-feira (17/9), a margem financeira no segundo trimestre deste ano somou R$ 16,4 bilhões, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, a alta foi de 5,7%.

A receita com a prestação de serviços da Caixa alcançou R$ 6,7 bilhões entre abril e junho, o que significou um crescimento trimestral de 2,6%. Já na comparação anual, houve uma queda de 0,7%.

A Caixa informou ainda que suas despesas operacionais (com pessoal e outras despesas administrativas) somaram R$ 10,8 bilhões no segundo trimestre deste ano – queda de 0,6% em relação ao primeiro trimestre e alta de 0,3% na comparação com o mesmo período de 2024.

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