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Preço dos alimentos é o mais alto em 2 anos, diz órgão da ONU

Utilizado como referência mundial, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO marcou 130,1 pontos no mês passado, alta de 1,6% sobre junho

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Os preços globais dos alimentos bateram, em julho, o maior valor em mais de dois anos, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (8/8) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Utilizado como referência mundial, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO marcou 130,1 pontos no mês passado, o que representou um aumento de 1,6% em relação a junho.

Trata-se do maior valor desde fevereiro de 2023, segundo a FAO. No entanto, o indicador ainda está 18,8% abaixo do recorde histórico registrado em março de 2022 – após a invasão da Ucrânia pela Rússia, dando início à guerra que está em andamento até hoje.

De acordo com a FAO, a alta nos preços foi puxada, principalmente, pela carne e por óleos vegetais, compensando a queda registrada em cereais, laticínios e açúcar.

Carne

De acordo com o levantamento da FAO, o índice de preços da carne bateu um novo recorde histórico em julho, marcando 127,3 pontos (1,2% acima do pico anterior, em junho).

Segundo a entidade, o resultado se deve, principalmente, ao aumento da demanda pelo produto nos Estados Unidos e na China.

Os preços do frango também tiveram alta no mês passado, depois que o Brasil voltou a ser considerado livre da gripe aviária – o que possibilitou ao país retomar suas exportações para grandes mercados.

Os preços da carne suína, por sua vez, recuaram no período, em meio à oferta elevada e à demanda fraca, sobretudo na Europa.

Óleos vegetais

Em relação aos óleos vegetais, aponta o estudo da FAO, houve alta de 7,1% nos preços em julho, para 166,8 pontos. É o pico dos últimos três anos.

Segundo a FAO, o aumento foi alavancado pelos óleos de palma, soja e girassol, com demanda forte e oferta mais limitada.

Cereais

No caso dos cereais, os preços recuaram para o patamar mais baixo em quase cinco anos, como resultado da pressão sobre as ofertas das safras de trigo no Hemisfério Norte.

Açúcar

Pelo quinto mês consecutivo, o açúcar registrou queda nos preços, com perspectiva de aumento na produção do Brasil e da Índia.

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