Petrobras amplia perdas na Bolsa com vazamento na Foz do Amazonas
Mais cedo, a Petrobras informou que paralisou a perfuração na Foz do Amazonas após identificar um vazamento em duas linhas auxiliares
atualizado
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As ações da Petrobras negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam queda, na tarde desta terça-feira (6/1), após a companhia ter informado que paralisou a perfuração na Foz do Amazonas após identificar um vazamento em duas linhas auxiliares – tubulações de apoio que conectam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
A Foz do Amazonas é uma vasta região no extremo norte do litoral brasileiro (Amapá e Pará) na qual o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, formando uma área de grande biodiversidade, com manguezais e recifes de corais únicos. O local é também alvo de disputa pela exploração de petróleo devido às reservas na chamada Margem Equatorial.
O que aconteceu
- Por volta das 15h15 (pelo horário de Brasília), as ações ordinárias da Petrobras recuavam 1,2%, cotadas a R$ 31,38.
- No mesmo horário, os papéis preferenciais da empresa tinham queda de 0,99%, a R$ 29,90.
- O Ibovespa, principal índice da B3, subia mais de 1%, aos 163,6 mil pontos.
O vazamento
De acordo com a Petrobras, houve “perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho”.
“A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, informou a estatal.
A Petrobras disse ainda que “adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes”. “O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas”, diz a nota da companhia.
Crise na Venezuela
A Petrobras também vem sendo afetada pela crise na Venezuela após os ataques militares dos Estados Unidos que depuseram o ditador Nicolás Maduro, no último sábado (3/1). Na segunda-feira (5/1), as ações da empresa já haviam fechado o pregão em baixa.
O mercado observa com atenção o andamento dos preços internacionais do petróleo, que podem ser fortemente atingidos com a crise venezuelana. O país sul-americano detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. A produção, no entanto, despencou nas últimas décadas.
