Pátria vence leilão de lote de rodovias no Paraná
Grupo do qual fundo faz parte ofereceu desconto de 18,25% na tarifa do pedágio. Apenas mais um consórcio participou da disputa
atualizado
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A empresa Infraestrutura Brasil Holding 21, controlada pela gestora de investimentos Pátria, venceu o leilão do primeiro lote de rodovias do Paraná, nesta sexta-feira (25/8), na sede da Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. O trecho rodoviário faz a conexão entre o Porto de Paranaguá, a Região Metropolitana de Curitiba e a Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraguai.
Pela modelagem do leilão, o critério para escolha da vencedora foi o valor básico do pedágio. Apresentaram propostas apenas duas companhias. A Infraestrutura Brasil Holding 21, ofereceu 18,25% de desconto. A Consócio Infraestrutura PR, formado pelas empresas EPR 2 Participações e Perfin Voyager Fundo de Investimento, apresentou redução de 8,30%.
O contrato de concessão terá validade de 30 anos. O total de investimentos previstos é de R$ 13,1 bilhões. Desse valor, R$ 7,9 bilhões serão aplicados em obras de melhorias e manutenção. Os outros R$ 5,2 bilhões terão como destino custos operacionais, além estruturas de serviços médico, pontos de parada de descanso para caminhoneiros e sistemas de balanças de pesagem.
O primeiro lote abrange uma extensão total de 473 km, compreendendo as rodovias federais e estaduais (as BR-277/373/376/476 e as PR-418/423/427). Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os principais benefícios incluem 344 quilômetros de obras de duplicação, 81 quilômetros de faixas adicionais, 38 quilômetros de terceira faixa e 41 quilômetros de vias marginais.
A vencedora do leilão deverá instalar 11 passarelas, 60 paradas de ônibus, 9 Bases de Serviços Operacionais e de Atendimento ao Usuário (BSO/SAU). De acordo com o Ministério dos Transportes, estão previstos mais cinco leilões de rodovias em 2023 e nove em 2024. Entre 2023 a 2026, deverão ser realizados 35 leilões rodoviários.
Desvalorização
No fim de julho, o Pátria, que venceu o leilão, surpreendeu um grupo de investidores ao informar que as cotas de um fundo de investimentos em shopping centers no interior paulista seriam remarcadas. Cada uma delas passaria de um valor positivo de R$ 10,00 para R$ 301,00 negativos. Deu-se, portanto, um desvalorização de 3.000%.