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Negócios

Otimismo? Governo vê avanço do PIB em 2,3%. Mercado aponta para 1,85%

Estimativa oficial é baseada, notadamente, na alta do preço do petróleo que melhora relações de troca e fortalece indústria extrativa

18/05/2026 16:23
Getty Images
Imagem colorida da bandeira do Brasil, ao lado de notas de real - Metrópoles

O Ministério da Fazenda manteve, nesta segunda-feira (18/5), a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2,3% em 2026. A estimativa para o ano que vem é de 2,6%.

Os números, contudo, contrastam fortemente com as estimativas do mercado. De acordo com a última edição do Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) com economistas do setor financeiro, o PIB deve subir 1,85% neste ano e 1,77% no ano que vem. Há quatro semanas, os números eram, respectivamente, 1,86% e 1,80%.

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No caso da previsão oficial, as informações constam do Boletim Macrofiscal, publicado pela Secretaria de Política Econômica (SPE). “O efeito contracionista (de contração da economia) da Selic mais elevada é compensado pela alta do preço do petróleo, que atua por dois canais: os efeitos diretos sobre a indústria extrativa e seus encadeamentos produtivos, e a melhora dos termos de troca e do saldo da balança comercial, movimento já observado nos dados até abril”, diz a SPE.

Para a SPE, a projeção para o PIB agropecuário permaneceu em 1,2%. No caso da indústria, ela ficou em 2,2%, uma vez que o desempenho abaixo do esperado da manufatura no primeiro trimestre de 2026 deve ser compensado, ao longo do ano, pelo dinamismo do setor extrativo, favorecido pelas cotações do petróleo.

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Para os serviços, a projeção permaneceu em 2,4%, “sustentada pela entrada em vigor da isenção do imposto de renda, pela expansão do crédito consignado privado e pelo crescimento da massa real de rendimentos em um mercado de trabalho ainda resiliente”.