Dívida bruta do governo atinge 80,1% do PIB em março, diz BC

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30/4) pelo Banco Central no Boletim de Estatísticas Fiscais

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Fachada do Banco Central, em Brasília. Copom decide Juros nesta quarta
1 de 1 Fachada do Banco Central, em Brasília. Copom decide Juros nesta quarta - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O setor público consolidado do Brasil teve déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março. A dívida bruta do país atingiu 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

  • Déficit é a diferença no saldo entre as receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública.

O resultado é menor que o registrado no mesmo mês do ano anterior, quando o resultado foi de superávit de R$3,6 bilhões. No entanto, ao que se refere à dívida pública, o resultado foi 0,9 ponto percentual maior do que o do mês anterior e atingiu 80,1% do PIB (R$10,4 trilhões).

É o que mostra o Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (30/4). Na última quarta-feira (30/3), o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — tiveram déficit primário de R$ 73,7 bilhões em março de 2026.

Destaques do setor público

O governo central e as empresas estatais registraram déficits com valores respectivos de R$ 74,8 bilhões e R$ 5oo milhões. Já os governos regionais apresentaram superávit de R$ R$ 5,4 bilhões.

Em 12 meses, o setor público consolidado acumula déficit primário de R$ 137, 1bilhões, o equivalente a 1,06% do PIB, 0,65 p.p. do PIB superior ao déficit acumulado até fevereiro.

Dívida bruta

A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 80,1% do PIB (R$ 10,4 trilhões) em fevereiro, o que representa aumento de 0,9 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. A DBGG compreende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.

Conforme o boletim, a evolução da dívida bruta no mês decorreu do efeito dos juros nominais apropriados, da emissão líquida de dívida, do efeito da valorização cambial e da variação do PIB nominal.

A dívida líquida do setor público (DLSP) cresceu no período analisado pelo Banco Central. A DLSP atingiu 66,8% do PIB (R$ 8,6 trilhões) em fevereiro, com acréscimo de 1,3 ponto do PIB no mês. Segundo o BC, esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados, da valorização cambial de no mês, do déficit primário, dos demais ajustes da dívida externa líquida e do efeito da variação do PIB nominal.

A dívida bruta é a soma de tudo o que o governo deve, enquanto a dívida líquida desconta desse total o que ele tem em reservas e aplicações financeiras.

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