Nestlé anuncia demissões em massa: 16 mil vão perder seus empregos

Após o anúncio do plano de demissões, as ações da Nestlé negociadas na Bolsa de Valores de Zurique (Suíça) saltavam quase 8%

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1 de 1 Imagem de prédio da Nestlé - Metrópoles - Foto: J. David Ake/Getty Images

A Nestlé, gigante multinacional suíça do setor de alimentos e bebidas, anunciou nesta quinta-feira (16/10) que promoverá demissões em massa nos próximos meses, em mais uma tentativa de cortar custos e recuperar a confiança dos investidores.

Segundo o novo da CEO da companhia, Philipp Navratil, a rodada de demissões deve atingir cerca de 16 mil funcionários. O corte representa 5,8% da força de trabalho da Nestlé, que emprega 277 mil pessoas.

“O mundo está mudando, e a Nestlé precisa mudar mais rápido”, afirmou Navratil ao anunciar as demissões.

Navratil disse que a Nestlé aumentou sua meta de redução de custos até o fim de 2027, de US$ 3,13 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões, pela cotação atual) para US$ 3,76 bilhões (R$ 20,4 bilhões).

Após o anúncio do plano de demissões, as ações da Nestlé negociadas na Bolsa de Valores de Zurique (Suíça) saltavam quase 8% no início do pregão desta quinta-feira.

Escândalo amoroso derrubou CEO

Além da crise financeira, a Nestlé vive um momento conturbado internamente. Em setembro, o então CEO da companhia, Laurent Freixe, foi demitido após uma investigação interna revelar que o executivo mantinha um relacionamento secreto com uma funcionária diretamente subordinada a ele.

De acordo com a empresa, a prática violou o código de conduta da Nestlé e configura “conflito de interesse”, o que tornou insustentável a permanência de Freixe à frente da companhia.

Dias depois, a Nestlé informou que o presidente do Conselho de Administração, Paul Bulcke, deixou o cargo após ter recebido críticas pela condução do caso envolvendo a demissão de Freixe.

Depois de quase 50 anos na empresa, gigante multinacional suíça do setor de alimentos e bebidas, Bulcke classificou a demissão de Freixe como “necessária”, depois de ter afirmado que o agora ex-CEO era “a escolha perfeita” para o posto, quando foi anunciado no cargo, no ano passado.

O escândalo envolvendo Freixe levou Bulcke para o centro da crise de governança da Nestlé, o que gerou críticas de investidores e acionistas da companhia. O substituto de Bulcke na presidência do Conselho de Administração é Pablo Isa, que assumiu o cargo no dia 1º de outubro.

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