“Não havia muito o que fazer”, diz Haddad sobre liquidação do Master
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu a atuação do Banco Central e de Gabriel Galípolo no caso envolvendo o Banco Master
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu a atuação do Banco Central (BC) no caso envolvendo as supostas irregularidades do Banco Master, que acabou liquidado extrajudicialmente pela autoridade monetária no fim do ano passado.
As declarações do chefe da equipe econômica foram dadas durante sua participação em uma conferência promovida pelo BTG Pactual, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (10/2).
“Tem autoridades que estão incumbidas de fazer essa avaliação, tanto dentro do Banco Central (BC) quanto a Polícia Federal e o Ministério Público. O fato concreto é que o Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial que foi estancado assim que o (Gabriel) Galípolo tomou posse. Ele se deparou com uma situação muito preocupante em relação ao que se verificava ali”, afirmou Haddad.
“Pior do que tudo, se descobriu uma fraude de R$ 12 bilhões. Diante disso, não havia muito o que fazer, à luz não apenas do patrimônio do próprio Master como do patrimônio do banco que comprou uma carteira fraudada”, prosseguiu o ministro da Fazenda.
“Alguém vai responder”
Segundo Haddad, que já disse publicamente que o caso Master pode ser “a maior fraude bancária da história do país”, é necessário apurar o que levou a um crescimento tão expressivo do banco até 2024.
“No período de seis anos até 2024, o Banco Master teve uma explosão de crescimento. Como esse banco atingiu essa dimensão? Alguém vai responder como essa coisa chegou a esse patamar”, pontuou.
Ainda de acordo com o ministro, “a legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação com essa, que colocou muita coisa em risco”. “Felizmente, não foi um risco sistêmico, mas ele ganhou proporções e envolveu outras instituições. Isso não pode voltar a acontecer”, afirmou Haddad.
“Temos de aprender com esse caso e fechar as brechas que permitiram a fraude e a irresponsabilidade”, concluiu o ministro.
