Mudança de sinal: petróleo passa a subir após recusa ao cessar-fogo

Preço internacional do petróleo, que amanheceu em queda com otimismo sobre possível cessar-fogo, voltou a subir após recusa de EUA e Irã

atualizado

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1 de 1 imagem colorida com depósito de barris de petróleo - Foto: Divulgação

Os preços internacionais do petróleo mudaram de direção e passaram a operar em alta, nesta segunda-feira (6/4), após a informação veiculada por algumas das principais agências de notícias do mundo de que Estados Unidos e Irã recusaram os termos de uma proposta de cessar-fogo para o conflito no Oriente Médio.


O que aconteceu

  • Por volta das 12h20 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 0,54% e era negociado a US$ 112,14.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 0,42%, a US$ 109,49.
  • Mais cedo, por volta das 9h20, o barril do petróleo WTI recuava 0,63% e era negociado a US$ 110,84, enquanto o Brent caía 0,39%, a US$ 108,60.

EUA e Irã recusam cessar-fogo

A semana começa da mesma forma que a última terminou: com os olhos dos investidores voltados ao Oriente Médio, acompanhando os desdobramentos político-econômicos do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.

Nesta segunda-feira, o Irã rejeitou uma proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar‑fogo temporário”. Segundo Teerã, os EUA não demonstram disposição para negociar uma trégua permanente.

A tensão entre os dois países aumentou após uma sequência de declarações de Trump, que intensificou as ameaças contra o regime iraniano. Em sua plataforma Truth Social, o republicano afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

“Abram a porcaria do estreito, seus lunáticos, ou vocês vão viver no inferno – vocês verão!”, escreveu Trump. Durante entrevista à Fox News, porém, ele também afirmou acreditar haver “uma boa chance” de se chegar a um acordo.

Ainda nesta segunda, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi. Em comunicado divulgado em seu canal no Telegram, a Guarda afirmou que o general morreu durante uma ofensiva atribuída a Israel e aos EUA.

Khademi ocupava o cargo desde que Mohammad Kazemi foi morto em um ataque israelense em 15 de junho de 2025, durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel. A substituição ocorreu em um contexto de confronto direto entre os dois países.

De acordo com informações da agência Reuters, Irã e EUA receberam uma proposta para encerrar as hostilidades, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz, com um prazo de 15 a 20 dias. O plano teria sido elaborado pelo Paquistão e apresentado aos dois países. A proposta prevê uma estratégia em duas etapas, um cessar-fogo imediato, seguido por um acordo mais amplo.

Segundo a Reuters, o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, mantém contato com o vice-presidente dos EUA J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

No início da tarde, o Irã rejeitou o cessar-fogo nas condições propostas pelos EUA, mas propôs a criação de um protocolo para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz e a retirada de sanções econômicas contra o país persa.

A proposta norte-americana previa uma estratégia em duas etapas, um cessar-fogo imediato, que permitiria a abertura do Estreito de Ormuz entre 15 e 20 dias, seguido por um acordo mais amplo, de acordo com a agência Reuters.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que a proposta dos EUA era extremamente ambiciosa, incomum e ilógica”. Baghaei ainda afirmou que negociações não podem ocorrer sob ameaças e alegou que as falas de Trump sobre destruir instalações civis do Irã configuram crime de guerra.

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