“Próxima etapa é a indústria”, diz Alckmin sobre redução do tarifaço

“Máquinas, motores, madeira, alimentos industrializados e outros manufaturados ainda enfrentam tarifas elevadas”, afirmou Geraldo Alckmin

atualizado

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O vice-presidente, Geraldo Alckmin, fala sobre a morte do papa Francisco em entrevista ao Metrópoles, em seu gabinete, no Palácio do Planalto - Metrópoles
1 de 1 O vice-presidente, Geraldo Alckmin, fala sobre a morte do papa Francisco em entrevista ao Metrópoles, em seu gabinete, no Palácio do Planalto - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Depois de o governo dos Estados Unidos anunciar o corte das tarifas comerciais de 40% que vinham sendo aplicadas sobre parte dos produtos agrícolas do Brasil, o próximo passo é diminuir as taxas que atingem o setor industrial. A afirmação é do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que participou, nesta terça-feira (25/11), de um evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).

Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participou, por videoconferência, do Encontro Empresarial Brasil-Estados Unidos 2025, realizado pela Amcham Brasil, em São Paulo.

“O trabalho vai ser o de continuar esse avanço nas negociações”, afirmou Alckmin. “A próxima etapa é avançar na indústria. Máquinas, motores, madeira, alimentos industrializados e outros manufaturados ainda enfrentam tarifas elevadas.”

Segundo o vice-presidente, “o próximo passo é excluir mais produtos e reduzir a alíquota”. “Estamos avançando gradativamente e queremos acelerar esse processo”, completou Alckmin.

O vice-presidente da República afirmou ainda que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é avançar nas negociações com o governo norte-americano. Alckmin disse que, com o corte das tarifas de 40%, a fatia de produtos brasileiros atingidos pela taxa de 50% diminuiu de 36% para 22% das exportações do país aos EUA.

“Há questões tarifárias e não tarifárias em debate. Temos temas importantes como data centers, terras raras e economia digital que também precisam avançar”, concluiu Alckmin.

Corte de tarifas

Com o anúncio recente da Casa Branca, as tarifas sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, algumas frutas, vegetais, nozes e fertilizantes foram zeradas.

No último dia 14, o governo norte-americano já havia anunciado a retirada das tarifas globais de 10%, mas alguns setores brasileiros ainda continuavam taxados com 40%.

A ordem executiva assinada por Donald Trump é válida para produtos que entraram nos EUA a partir de 13 de novembro. A lista detalhada (veja aqui) inclui uma vasta gama de minérios (ferro, estanho, carvão, linhito, turfa, alcatrão), óleos minerais (petróleo, óleos brutos, combustíveis), e numerosos artigos relacionados a peças de aeronaves.

O que disse a Amcham Brasil

Em comunicado divulgado pouco depois do anúncio de Trump, a Amcham Brasil avaliou como “muito positiva” a decisão dos EUA de eliminar as sobretaxas de 40%.

“A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países”, diz a entidade.

“Ao mesmo tempo, a Amcham reforça a necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e EUA, com o objetivo de estender a eliminação dessas sobretaxas aos demais produtos ainda impactados – com destaque para bens industriais – e de aprofundar a cooperação bilateral em temas de interesse mútuo”, completou a Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

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