Carnes e café: veja lista de produtos que Trump isentou de tarifa de 40%

EUA retiraram parte das exportações agrícolas do Brasil da sobretaxa imposta por decreto de Trump

atualizado

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Presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne bilateralmente com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro de Convenções de Kuala Lumpur Malásia Metrópoles
1 de 1 Presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne bilateralmente com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no Centro de Convenções de Kuala Lumpur Malásia Metrópoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O governo dos Estados Unidos publicou, nesta quinta-feira (20/11), a lista de produtos brasileiros que deixam de ser atingidos pelo tarifaço de 40% imposto em julho deste ano. A medida faz parte da nova ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, que revisa parcialmente o Decreto 14323 após avanços nas negociações com o governo brasileiro.

A retirada das tarifas passa a valer, de forma retroativa, a partir de 00h01 de 13 de novembro de 2025, e beneficia especialmente setores do agronegócio — principal alvo do impacto inicial do tarifaço. Na última sexta-feira (14/11), o governo norte-americano já havia anunciado mudanças sobre as tarifas recíprocas ligadas ao déficit comercial geral dos EUA, no valor de 10%.

Com a decisão desta quinta, as tarifas adicionais de 40% sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, certas frutas, vegetais e nozes, e fertilizantes foram zerados.

Veja a lista de itens com taxa zerada:

Além de produtos agrícolas, a lista ainda inclui uma vasta gama de minérios (ferro, estanho, carvão, linhito, turfa, alcatrão), óleos minerais (petróleo, óleos brutos, combustíveis), e numerosos artigos relacionados a peças de aeronaves.

A Casa Branca confirmou que empresas americanas que pagaram a tarifa extra sobre esses itens após julho poderão solicitar reembolso — processo que será conduzido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Os setores que permanecem sujeitos à alíquota adicional de 40% são aqueles cujos produtos não constam na extensa lista de exclusão, como máquinas e implementos agrícolas, veículos e autopeças, aço e derivados siderúrgicos, produtos químicos específicos, têxteis e calçados.

Diplomacia brasileira

Na última semana, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniram-se em Washington na expectativa de fechar um acordo cormercial após o tarifaço de 50% contra o Brasil.

Após o encontro, Vieira disse à imprensa que a próxima etapa estava nas mãos de Washington. “Temos que esperar que eles reajam”, afirmou. Segundo ele, Rubio garantiu que o tema estava sendo analisado “com toda atenção.”

A estratégia do Itamaraty e Departamento de Estado é firmar, primeiro, um acordo provisório. Um documento que trace “um mapa do caminho” para uma negociação mais ampla. Segundo o ministro, esse processo poderia durar entre dois e três meses, “para, então, se concluir definitivamente todas as questões entre os dois países.”

Um dia depois a primeira resposta veio: Donald Trump reduziu as tarifas recíprocas de 10% que atingiam café, carne bovina e frutas. O fim da taxa adicional, de 40%, foi assinado nesta quinta.

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