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“Avanço importante”, diz Amcham Brasil sobre corte de tarifas de 40%

Amcham defende “necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e EUA” para eliminar “sobretaxas aos demais produtos ainda impactados”

atualizado

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1 de 1 Imagem ilustrativa de carga embarcada do Brasil para outros países - Metrópoles - Foto: Reprodução/FGV

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) comemorou a decisão do governo dos Estados Unidos de cortar as tarifas comerciais de 40% que vinham sendo aplicadas sobre parte dos produtos agrícolas do Brasil, anunciada nessa quinta-feira (20/11).

Com o anúncio da Casa Branca, as tarifas sobre carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, algumas frutas, vegetais, nozes e fertilizantes foram zeradas.

Na última sexta-feira (14/11), o governo norte-americano já havia anunciado a retirada das tarifas globais de 10%, mas alguns setores brasileiros ainda continuavam taxados com 40%.

A ordem executiva, assinada por Donald Trump, é válida para produtos que entraram nos EUA a partir de 13 de novembro. A lista detalhada (veja aqui) inclui uma vasta gama de minérios (ferro, estanho, carvão, linhito, turfa, alcatrão), óleos minerais (petróleo, óleos brutos, combustíveis), e numerosos artigos relacionados a peças de aeronaves.

O que diz a Amcham Brasil

Em comunicado divulgado na noite de quinta-feira, pouco depois do anúncio de Trump, a Amcham Brasil avaliou como “muito positiva” a decisão dos EUA de eliminar as sobretaxas de 40%.

“A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países”, diz a entidade.

“Ao mesmo tempo, a Amcham reforça a necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e EUA, com o objetivo de estender a eliminação dessas sobretaxas aos demais produtos ainda impactados – com destaque para bens industriais – e de aprofundar a cooperação bilateral em temas de interesse mútuo”, completou a Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Tarifaço

Os setores que permanecem sujeitos à alíquota adicional de 40% são aqueles cujos produtos não constam na extensa lista de exclusão – como máquinas e implementos agrícolas, veículos e autopeças, aço e derivados siderúrgicos, produtos químicos específicos, têxteis e calçados.

Apesar da flexibilização, o governo Trump reafirmou que o estado de emergência permanece em vigor. Ou seja, as sobretaxas continuam aplicadas à maior parte dos produtos incluídos originalmente.

A ordem também autoriza novos ajustes tarifários caso o Departamento de Estado conclua que o Brasil não está atendendo às exigências dos EUA. Todos os órgãos de comércio e segurança envolvidos no caso — incluindo Tesouro, Comércio, Segurança Interna, USTR e Conselho de Segurança Nacional — seguem com poderes para monitorar e recomendar novas medidas.

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