Indústria brasileira cresce acima das projeções do mercado

Segundo o IBGE, avanço foi de 0,9%, ante expectativa de 0,7% dos economistas. Produção industrial supera em 3,2% o patamar pré-pandemia

atualizado

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Homem trabalhando na indústria CNI - Metrópoles
1 de 1 Homem trabalhando na indústria CNI - Metrópoles - Foto: Getty Images

A produção industrial do Brasil cresceu 0,9% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Em relação a fevereiro de 2025, ela, contudo, registrou queda de 0,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números ficaram acima das previsões do mercado. De acordo com pesquisa realizada pela Reuters, a mediana das expectativas dos agentes econômicos apontava para um crescimento de 0,7% na comparação mensal (entre fevereiro e janeiro, que ficou em 0,9%) e de queda de 1% na anual (que foi de 0,7%).

Segundo o IBGE, no crescimento de 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, as taxas positivas tiveram perfil disseminado, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (16) dos 25 ramos pesquisados. Ainda assim, a produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Atividades em alta

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram registradas em veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%). A primeira acumulou expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026. Com isso, eliminou o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025. A segunda (derivados de petróleo) teve o terceiro mês seguido de crescimento, com ganho de 9,9% neste período.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (6,8%), indústrias extrativas (1,1%), produtos alimentícios (0,8%), bebidas (3,4%), móveis (7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,1%), produtos têxteis (4,4%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (3,4%).

Quedas na produção

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram recuo na produção, a de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) exerceu a principal influência na média da indústria e intensificou a magnitude de queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%). Setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%) também anotaram queda.

Fiesp

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que o segmento mostrou fôlego no início de 2026, “mas o ambiente de maior incerteza externa e juros altos deve seguir pressionando o setor”. “O resultado veio abaixo da projeção da Fiesp (+1,0%) e acima da expectativa do mercado (+0,7%) . Esse desempenho se deu pelo aumento da indústria de transformação (+1,0%) e da indústria extrativa (+1,1%) no mês”, afirmou a entidade.

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