Produção industrial fecha 2025 com alta de 0,6%, segundo IBGE

Dados do IBGE mostram crescimento concentrado em estados ligados à extração de petróleo e minério com retração em São Paulo

atualizado

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Indústria de Celulose
1 de 1 Indústria de Celulose - Foto: Xu wu/Getty Images

A produção industrial brasileira encerrou 2025 com crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior, com avanço em 10 dos 18 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o setor perdeu ritmo nos últimos meses e registrou queda de 1,2% em dezembro frente a novembro.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (10/2).

Segundo o IBGE, o desempenho anual foi influenciado principalmente pelo avanço da indústria extrativa, especialmente nos estados produtores de petróleo e minério.

Entre os destaques positivos de 2025, o Espírito Santo liderou a expansão, com alta de 11,6%, seguido pelo Rio de Janeiro, que cresceu 5,1%. Em ambos os casos, o resultado foi puxado principalmente pela extração de petróleo, gás natural e minério de ferro.

Também registraram crescimento acima da média nacional Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%). Paraná (0,3%), Bahia (0,3%) e Amazonas (0,1%) completam o grupo de locais com desempenho positivo no acumulado do ano.

Segundo o analista do IBGE Bernardo Almeida, o avanço moderado da indústria ao longo de 2025 reflete a desaceleração da atividade ao longo do ano, mesmo com a maioria das regiões apresentando crescimento.

Influencia negativa em São Paulo

Na direção oposta, São Paulo, maior parque industrial do país,  foi o principal impacto negativo no resultado nacional, com queda de 2,2% na produção industrial em 2025.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução na fabricação de derivados do petróleo e pelo desempenho mais fraco da indústria farmacêutica.

Outros estados também registraram retração no acumulado do ano, com destaque para Mato Grosso do Sul (-12,9%) e Rio Grande do Norte (-11,6%), que tiveram as maiores quedas entre os locais pesquisados.

Na passagem de novembro para dezembro, a produção industrial caiu em 12 dos 15 locais pesquisados, indicando perda de ritmo no fim de 2025. As quedas mais intensas foram observadas na Bahia (-10,1%) e no Pará (-9,2%).

De acordo com o IBGE, o cenário de juros elevados e política monetária contracionista ajudou a reduzir o ritmo da produção industrial no período, além do efeito sazonal das férias coletivas em diversas plantas industriais no último mês do ano.

Comparação anual

Na comparação entre dezembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, a indústria teve leve alta de 0,4%, com crescimento em oito dos 18 locais pesquisados.

Espírito Santo e Rio de Janeiro registraram os avanços mais expressivos, enquanto Pará, Bahia e Rio Grande do Norte apresentaram as maiores quedas.

A PIM Regional acompanha mensalmente o desempenho das indústrias extrativas e de transformação em estados que concentram ao menos 0,5% do valor da transformação industrial nacional, além do Nordeste como região agregada.

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