“Índice do medo” de Wall Street desembesta com ataques dos EUA ao Irã
VIX, que indica quanto o mercado espera que a bolsa oscile, subiu 18,33%, voltando ao nível de quando Trump queria comprar a Groelândia
atualizado
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O “termômetro do medo” de Wall Street, como é conhecido o índice VIX, desembestou na manhã desta segunda-feira (2/3), à medida que a aversão ao risco passou a dominar os investidores, diante dos conflitos no Oriente Médio. O VIX chegou a apresentar alta de 18,33%, aos 23,5 pontos.
Com isso, o indicador atingiu o maior patamar desde 19 de janeiro, quando subiu 18,79%, também num contexto de tensão geopolítica. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou os países europeus com novas tarifas, como forma de pressioná-los em relação à venda da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.
O VIX indica quanto o mercado espera que a bolsa americana (S&P 500) oscile no curto prazo. Quanto maior a demanda por proteção via opções, maior tende a ser o índice.
Níveis abaixo de 15 pontos indicam um cenário de baixa percepção de risco. Entre 15 e 20 pontos, a situação do mercado é considerada estável. Acima de 20 pontos, ele sinaliza forte incerteza. Acima de 30 pontos, há estresse elevado entre investidores e acirrada aversão ao risco.
A volatilidade do VIX aumenta quando há turbulência nos mercados ou quando a economia fraqueja. Em contrapartida, quando os preços das ações sobem e não parece provável que ocorram mudanças radicais, o VIX tende a cair ou a se manter estável na parte inferior da sua escala. Ou seja, o VIX apresenta uma correlação negativa com o desempenho das ações.
Em março de 2020, quando os investidores enfrentaram a crise da COVID-19, o VIX atingiu um recorde histórico de 82,69. No inverno de 2013, quando o valor das ações aumentou, o VIX oscilou em torno dos 12 pontos.
