Inadimplência no agronegócio sobe e fecha 2025 em 8,2%, diz Serasa
A Serasa aponta ainda que o índice de inadimplência no agronegócio vem crescendo a cada trimestre pelo menos desde o fim de 2024
atualizado
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O índice de inadimplência no agronegócio brasileiro registrou uma alta de um ponto percentual em 2025, na comparação com o ano anterior, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (1º/6) pela Serasa Experian.
Segundo o levantamento, a inadimplência no setor terminou o ano passado em 8,2%.
Entre os fatores que contribuíram para o aumento da inadimplência no agro, estão os fertilizantes e os combustíveis – cujos preços subiram pelos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
A Serasa aponta ainda que o índice de inadimplência no agronegócio vem crescendo a cada trimestre pelo menos desde o fim de 2024.
“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirma o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
Mais dados
De acordo com o levantamento da Serasa, a inadimplência rural está concentrada, principalmente, em dívidas com instituições financeiras (7,2%).
O indicador leva em consideração dívidas de pessoas físicas da população rural do país que tenham vencido há mais de 180 dias e sido contraídas com empresas de setores ligados ao agro.
A pesquisa mostra que o maior nível de inadimplência é alcançado pelos produtores sem informação de registro rural – arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos (9,9%).
Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), os médios (8,3%) e os de pequeno porte (7,8%).