Ibovespa abre em alta, mantém 132 mil pontos e busca novo recorde

Investidores repercutem novos dados econômicos nos Estados Unidos. Ibovespa subia 0,22% e se mantinha firme nos 132 mil pontos da véspera

atualizado

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1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil (B3) - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

Em uma semana marcada por sucessivos recordes de pontuação tanto durante o pregão quanto no fechamento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, abriu em alta nesta sexta-feira (22/12), na última sessão antes do Natal, indicando que deve renovar suas máximas.

Por volta das 11h20, o índice subia 0,22% e se mantinha firme no patamar dos 132 mil pontos (132.467,01).

No pico registrado neste início de pregão, o principal índice da Bolsa brasileira chegou aos 132.623,02 pontos, renovando mais uma vez sua máxima intradiária (durante a sessão).

Na véspera, o Ibovespa fechou em forte alta de 1,05%, aos 132.182,01 pontos, seu novo recorde histórico de fechamento.

Com o resultado de quinta-feira, o Ibovespa acumula ganhos de 3,81% em dezembro e de 20,45% em 2023.

Estados Unidos seguem em foco

As atenções dos investidores continuam voltadas para os Estados Unidos, que divulgaram mais índices de inflação nesta sexta.

O Índice de Preços do Consumo (PCE) ficou em 2,6% em novembro, na base de comparação anual, abaixo da estimativa do mercado (2,8%). Em outubro, o indicador estava em 2,9%.

O núcleo da inflação de consumo, que exclui a variação de preços de energia e alimentos, foi de 3,2% (ante 3,3% das projeções dos analistas). No mês anterior, o núcleo havia ficado em 3,4%.

No dia anterior, o principal destaque nos EUA foi a divulgação do resultado da economia americana no terceiro trimestre deste ano. Segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou 4,9% entre julho e setembro.

O resultado, o maior desde 2021, veio abaixo das expectativas do mercado. O consenso Refinitv, que reúne as principais projeções, estimava uma alta de 5,2%.

No mercado, há grande expectativa em relação ao possível início do ciclo de cortes da taxa de juros americana, a partir do ano que vem. Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), os juros ficaram inalterados pela terceira reunião consecutiva, no patamar entre 5,25% e 5,5% ao ano.

O Fomc, por sua vez, indicou três possíveis reduções de 0,25 ponto percentual ao longo de 2024, o que significa uma queda de 0,75 ponto percentual dos juros americanos no ano que vem. Entretanto, declarações de dirigentes do próprio Fed em sentido contrário têm preocupado os investidores e gerado dúvidas sobre uma efetiva redução dos juros na maior economia do mundo.

Com um mercado de trabalho forte e a atividade econômica resiliente, aumentam ainda mais as dúvidas sobre a política monetária e a possibilidade real de corte de juros. Nesse sentido, a aceleração menor do que o esperado da economia americana pode ser interpretada como uma boa notícia.

A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação e esfriar a atividade econômica.

Dólar

Na última sessão da semana, o dólar se mantém em queda. Às 11h20, a moeda americana recuava 0,39% e era negociada a R$ 4,869.

Na véspera, o dólar teve queda de 0,49%, cotado a R$ 4,887. Com o resultado, acumula baixas de 0,57% no mês e 7,4% no ano.

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