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Negócios

Haddad diz que não falou com Galípolo sobre sucessão de Campos Neto

Na semana passada, Fernando Haddad anunciou indicação de Gabriel Galípolo, número 2 da Fazenda, para a Diretoria de Política Monetária do BC

12/05/2023 13:57
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Horacio Villalobos - Corbis/Corbis via Getty Images
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou nesta sexta-feira (12/5) do G7 Financeiro, em Niigata (Japão), disse que não conversou com o secretário-executivo da pasta, Gabriel Galípolo, sobre a sucessão de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central (BC).

Na semana passada, Haddad anunciou a indicação de Galípolo, seu braço direito no ministério, para a Diretoria de Política Monetária do BC – ele precisa ser aprovado em sabatina no Senado.

O nome de Galípolo vem sendo apontado, nos bastidores, como um dos cotados para assumir o comando do BC após o fim do mandato de Campos Neto, em 2024. A indicação caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não discuti com Galípolo a presidência do Banco Central. Até porque ele estabeleceu um diálogo profícuo com Roberto Campos Neto”, despistou Haddad, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Segundo o ministro, a indicação de Galípolo para uma das diretorias do BC é uma “oportunidade de estimular o debate técnico, uma vez que o próprio mercado está dividido em torno da oportunidade imediata de começar o ciclo de baixa de juros”.

Arcabouço fiscal

Na entrevista, o ministro da Fazenda minimizou a intenção de setores do Congresso Nacional de modificarem o texto do projeto do novo arcabouço fiscal, que deve substituir o teto de gastos.

O relatório do arcabouço ainda não foi apresentado pelo relator na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA).

“Nós construímos uma proposta calibrada. Tanto é verdade que os dois lados estão querendo estressar para o seu lado. É só a demonstração de que está calibrado. Se não houvesse insatisfação dos dois lados, teria algo errado na calibragem”, disse Haddad.

“Penso que a calibragem está bem feita e esperamos que haja o mínimo de alteração. Os parâmetros estão adequados para a situação política e social que o Brasil vive”, completou.

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