Grupo Toky, dono de Tok&Stok e Mobly, pede recuperação judicial

Empresa diz que decisão foi tomada em um ambiente macroeconômico desafiador, principalmente para o setor de varejo de móveis e decoração

atualizado

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1 de 1 tokstok - Foto: Reprodução/Tok&Stok

O Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, anunciou, nesta terça-feira (12/5), que apresentou pedido de recuperação judicial.

Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirma que a decisão foi tomada em meio a um ambiente macroeconômico desafiador, principalmente para o setor de varejo de móveis e decoração, diante de elevadas taxas de juros e do maior nível de endividamento das famílias.


Recuperação judicial

  • A recuperação judicial é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.
  • Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar plano para acertar as contas e seguir em operação.
  • Em linhas gerais, a recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência.

O que diz o Grupo Toky

“Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando”, disse o Grupo Toky.

Esse cenário, ainda segundo a empresa, “exige a adoção urgente de medidas adicionais destinadas a preservar suas atividades, proteger sua liquidez e permitir a implementação de uma reestruturação ordenada de seu endividamento e de sua estrutura de capital”.

Ainda de acordo com o Grupo Toly, o pedido de recuperação judicial pretende “resguardar a companhia e as suas controladas, viabilizar a continuidade de suas atividades, preservar os serviços por elas prestados, preservar seu valor e sua função social, bem como criar condições para a negociação e implementação de solução adequada para suas obrigações”.

O pedido de recuperação judicial do Grupo Toky foi apresentado à Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo.

Dívida e disputa de acionistas

No fim do ano passado, o grupo tinha dívida bruta de R$ 432,1 milhões. Entre os seus principais credores, estão alguns dos principais bancos do país, como Banco do Brasil, Santander e Bradesco.

A empresa também vem enfrentando acirrada batalha de acionistas por seu controle pelo menos desde 2024, quando houve a aquisição da Tok&Stok pela Mobly em negociação que envolveu apenas troca de ações.

Na ocasião, o controle da rede varejista com cerca de 60% do capital, que pertencia à SPX Capital, passou à Mobly, enquanto a gestora se tornou acionista da nova companhia.

Ação em queda

As ações do Grupo Toky negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda no pregão desta terça-feira (12/5), valendo centavos.

Por volta das 10h15 (pelo horário de Brasília), os papéis da companhia (TOKY3) tombavam 17,24%, a R$ 0,24.

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