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Governo federal diz ter “confiança” em recuperação judicial da Azul

Governo diz ter “atuado para fortalecer o setor aéreo, monitorando todas as movimentações das companhias e oferecendo suporte institucional”

atualizado

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1 de 1 Imagem de avião da Azul parada em pista de aeroporto - Metrópoles - milhas - Foto: Herbert Pictures/Getty Images

O governo federal se manifestou nesta quarta-feira (28/5) sobre o pedido de recuperação judicial apresentado pela Azul, uma das três principais companhias aéreas do país, nos Estados Unidos.

Em comunicado divulgado nesta manhã, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) afirma que acompanha o caso “com atenção” e “confiança”.

“O MPor acompanha com confiança a reestruturação da empresa, acredita que a iniciativa será bem-sucedida e que, ao final desse processo, a companhia estará mais fortalecida, assim como ocorreu com outras aéreas brasileiras, como a Latam e, mais recentemente, a Gol”, diz a pasta.

No texto, o governo afirma ainda que tem “atuado para fortalecer o setor aéreo, monitorando todas as movimentações das companhias e oferecendo suporte institucional”.

“Dessa forma, o MPor reafirma a importância do setor aéreo para o desenvolvimento econômico, social e turístico do país, mantendo o empenho em fortalecer políticas públicas que incentivem a sustentabilidade e a competitividade das empresas do setor”, diz a pasta.

Recuperação judicial da Azul

De acordo com comunicado da Azul, o processo iniciado nos EUA “permite às empresas operar e atender seus públicos de interesse normalmente, enquanto trabalham nos bastidores para ajustar sua estrutura financeira”.

“A Azul pretende usar esse instrumento legal, comprovado e amplamente conhecido, para eliminar aproximadamente US$ 2 bilhões em dívida total financiada, reduzir obrigações de arrendamento e otimizar sua frota, permitindo que a companhia saia do processo com mais flexibilidade e uma estrutura de negócios e de capital mais sustentável”, diz a companhia aérea.

Ainda segundo a Azul, o processo envolve US$ 1,6 bilhão em financiamento e deve eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas, o equivalente a cerca de R$ 11,2 bilhões, além de US$ 950 milhões em possíveis novos aportes de capital no momento de saída da recuperação judicial.

A empresa afirma também, que durante esse período, continuará operando normalmente, mantendo “compromissos com nossos públicos de interesse, incluindo continuar voando e fazendo reservas como de costume”.

“Com uma abordagem colaborativa e o apoio dos nossos parceiros, tomamos a decisão estratégica de iniciar uma reestruturação financeira voluntária com um movimento proativo para otimizar a nossa estrutura de capital – que foi sobrecarregada pela pandemia da Covid-19, turbulências macroeconômicas e por problemas na cadeia de suprimentos da aviação”, explicou o CEO da Azul, John Rodgerson.

Gol e Latam

Com a decisão da Azul, as três principais companhias aéreas em operação no Brasil já recorreram à recuperação judicial. A Gol acionou o “Chapter 11” nos EUA em janeiro deste ano.

No caso da Gol, a empresa anunciou, no último dia 20, que o juiz da recuperação judicial nos EUA aprovou o plano de reestruturação financeira do grupo.

Com a decisão da Justiça norte-americana, a Gol finalmente deve concluir a saída do processo de recuperação judicial, possivelmente no mês de junho.

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