Gol tem prejuízo de R$ 1,4 bilhão, mas reduz perdas no 4º trimestre
Segundo o balanço financeiro da Gol, apesar do resultado negativo, houve redução de 73% no prejuízo em relação ao 4º trimestre de 2025
atualizado
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A Gol, uma das três principais companhias aéreas do Brasil, registrou prejuízo de R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2025, de acordo com dados divulgados pela empresa na madrugada desta terça-feira (31/3).
Segundo o balanço financeiro da companhia, apesar do resultado negativo, houve redução de 73% no prejuízo em relação ao mesmo período do ano anterior.
Outros dados
De acordo com a Gol, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,64 bilhão, ante prejuízo de R$ 443 milhões no quarto trimestre de 2024.
No período entre outubro e dezembro do ano passado, a receita líquida da Gol subiu 10,5%, para R$ 6,1 bilhões, impulsionada pela alta anual de 12% no transporte de passageiros.
Por outro lado, a Gol reportou queda de 4,5% na receita líquida total por assento oferecido por quilômetros e de 4,2% na receita de passageiros unitária.
Custos aumentam
Os custos totais registrados pela companhia aérea aumentaram 13,1% no quarto trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, “com impacto significativo do aumento de depreciações e de manutenção”.
Segundo a Gol, o aumento foi “resultante de custos de devolução de aeronaves e do programa de recuperação de frota, além de custos maiores em razão da expansão operacional”.
Fim da recuperação judicial e saída da Bolsa
A Gol concluiu o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos em junho do ano passado.
Em dezembro de 2025, a empresa informou que tinha liquidez de R$ 5,5 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões em caixa disponível e R$ 2,5 bilhões em recebíveis de cartões de crédito.
Na semana passada, a Gol se despediu da Bolsa de Valores do Brasil (B3). A Gol Linhas Aéreas Inteligentes foi incorporada pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA).
A medida fez parte de uma estratégia de reduzir custos, simplificar a estrutura e consolidar a reestruturação iniciada após a recuperação judicial nos EUA. Na prática, isso significa que a Gol deixa de ter ações abertas e passa a ser privada, controlada pelo Grupo Abra.
