Azul ameniza perdas, mas fecha 4º trimestre com prejuízo bilionário
Resultados da Azul no 4º trimestre foram afetados pelo processo de reestruturação e recuperação judicial nos EUA, concluído em fevereiro
atualizado
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A Azul, uma das principais companhias aéreas do país, fechou o quarto trimestre do ano passado com um prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão, de acordo com dados do balanço financeiro divulgados nesta sexta-feira (27/3) pela empresa.
O resultado negativo do período entre outubro e dezembro de 2025 representou um alívio em relação às perdas do quarto trimestre do ano anterior. A queda no prejuízo, em um ano, foi de 58,1%.
Ajustado por efeitos não recorrentes, o prejuízo da Azul no último trimestre do ano passado somou R$ 425,5 milhões – revertendo um lucro de R$ 62,4 milhões do mesmo período de 2024.
Outros dados
Ainda segundo os números divulgados pela Azul, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 2,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, com um crescimento anual de 9,6%.
A companhia reportou ainda uma receita operacional de R$ 5,8 bilhões, o que representou alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No quarto trimestre de 2025, a Azul transportou 7,954 milhões de passageiros, com um recuo anual de 2,6%. No ano, como um todo, o volume transportado registrou crescimento de 3,4%, para 31,9 milhões de passageiros.
O que diz a Azul
De acordo com a empresa, os resultados do quarto trimestre do ano passado foram afetados pelo processo de reestruturação e recuperação judicial nos Estados Unidos, concluído em fevereiro.
Além disso, a Azul teve um volume maior de despesas para concluir a devolução de aeronaves, com aumento de custos relacionados a manutenções e estacionamento nos aeroportos.
“Com nosso balanço aprimorado, crescimento disciplinado de capacidade e uma malha aérea única – 80% de nossas rotas não têm concorrência direta –, a Azul possui uma capacidade significativa de reagir a desafios macroeconômicos, como o recente aumento dos preços do combustível”, afirmou o CEO da Azul, John Rodgerson, em mensagem que acompanha o balanço.
“Estamos trabalhando diligentemente em diversas ações operacionais para mitigar esse aumento e garantir que a Azul se consolide como a vencedora de longo prazo na região”, completou Rodgerson.
