Credores da Fictor incluem de alvo da Compliance Zero ao Palmeiras

Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, pediu recuperação judicial no fim de semana, com dívidas que somam R$ 4,2 bilhões

atualizado

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Imagem colorida de recepção de empresa do Grupo Fictor
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A lista de credores do Grupo Fictor, que soma dívidas de R$ 4,2 bilhões, contém nomes que vão da Sefer Investimentos, gestora alvo da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero, que investiga as suspeitas de fraude no Banco Master, ao Palmeiras, clube que é patrocinado pela empresa. O grupo entrou com pedido de recuperação judicial no domingo (1º/2), após bloqueio judicial de R$ 150 milhões.

A lista de credores é encabeçada pela American Express Brasil, com R$ 893 milhões a receber. Em segundo lugar, aparece a Sefer Investimentos, com sede na Faria Lima, o maior centro financeiro do país, com crédito de R$ 430 milhões. A empresa foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, em janeiro deste ano. Na primeira etapa da mesma operação, em novembro de 2025, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso.

Após a publicação da reportagem, a American Express disse que “não figura como credora de nenhuma entidade do Grupo Fictor” e disse que foi “erroneamente” incluída na lista de credores. A Sefer também negou que seja credora do grupo e que “gestora/administradora de clientes terceiros e que não realiza a concessão de crédito com recursos próprios”.

O terceiro maior credor da lista é o ex-sócio Luiz Philipee Gomes Rubini, para quem a Fictor deve R$ 34,4 milhões. Em 2022, ele constituiu uma joint-venture com a Fictor Holding S.A. No ano seguinte, Rubini comprou uma participação minoritária de 0,01% na capital social da empresa. Em 2024, Rafael Góis comprou a participação de Rubini no negócio.

Em 2025, Rubini tentou comprar o banco Porto Real, mas a aquisição não foi autorizada pelo Banco Central (BC). O investidor não teria conseguido comprovar capacidade financeira para comprar o banco.

Por meio de nota, Rubini afirmou que não integra mais a sociedade do grupo Fictor desde dezembro de 2024, após conversas relacionadas ao direcionamento estratégico da companhia. O executivo cumpriu integralmente seu mandato até a data de sua saída. Em paralelo, solicitou formalmente ao BC o cancelamento do processo de aquisição do Banco Porto Real, diante das condições de mercado.

A Fictor também deve R$ 2,6 milhões ao Palmeiras, que recebe o patrocínio da empresa desde março de 2025. O contrato com o clube prevê o aporte R$ 25 milhões anuais, por três anos, com a possibilidade de renovação por mais um ano. Em troca, os times de futebol masculino e feminino expõem a marca da Fictor nas costas da camisa.

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