Ex-funcionário do Google é condenado por roubar IA para criar empresa
Ex-Google, Linwei Ding foi considerado culpado por sete acusações de roubo de segredos comerciais e outras sete de espionagem econômica
atualizado
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Um ex-funcionário do Google que atuava como engenheiro de software da big tech na Califórnia foi condenado, nessa quinta-feira (29/1), por um tribunal do júri em São Francisco, nos Estados Unidos, por “roubar” tecnologia de inteligência artificial (IA) da companhia com o objetivo de montar uma startup na China.
De acordo com informações publicadas pelo The New York Times, Linwei Ding foi considerado culpado por sete acusações de roubo de segredos comerciais e outras sete de espionagem econômica.
A decisão foi tomada por um júri composto por 12 pessoas. O veredicto veio após 11 dias de julgamento.
Entenda o caso
Ding, que participava da equipe responsável pela manutenção do sistema de dados do supercomputador de IA do Google, pode ser sentenciado a até dez anos de prisão por cada uma das acusações de roubo de segredos comerciais e a até 15 anos por espionagem.
O ex-engenheiro de software do Google começou a trabalhar na companhia em 2019. Em 2024, ele pediu demissão e viajou para Pequim. Três meses depois, foi preso.
Mais de 2 mil páginas de dados roubadas
De acordo com documentos apresentados durante o julgamento, Ding roubou mais de 2 mil páginas de dados confidenciais do Google referentes ao período entre 2022 e 2023.
Ele retirou os arquivos da rede da big tech e os encaminhou para sua conta pessoal no Google Cloud. Em seguida, sondou investidores sobre a possibilidade de obter financiamento para uma startup que criaria um supercomputador de IA com base na tecnologia do Google.
“O júri enviou uma mensagem clara de que o roubo dessa valiosa tecnologia não ficará impune”, afirmou o procurador dos EUA Craig H. Missakian, em comunicado divulgado após a condenação.
Também por meio de nota, a vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google, Lee-Anne Mulholland, comemorou a decisão do tribunal. “Somos gratos ao júri por garantir que a justiça fosse feita hoje.”
