Europa: bolsas fecham em queda após conversa entre Trump e Xi Jinping

No acumulado da semana, o índice Stoxx 600 terminou estável, enquanto o DAX (na Alemanha) e o FTSE 100 (no Reino Unido) recuaram

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1 de 1 Imagem de pessoa passando em frente a painel da Bolsa de Valores de Londres - Metrópoles - Foto: Cate Gillon/Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira (19/9), no último pregão da semana, com os investidores em compasso de espera em relação a possíveis anúncios após a conversa entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

Os líderes das duas maiores economias do mundo tiveram uma reunião, por videoconferência, em que discutiram, entre outros assuntos, a transferência da propriedade do aplicativo de vídeos curtos TikTok para controladores norte-americanos.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em leve queda de 0,16%, aos 554 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX recuou 0,15%, aos 23,6 mil pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 caiu 0,01%, aos 7,8 mil pontos, praticamente estável.
  • Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em baixa de 0,12%, aos 9,2 mil pontos.
  • A exceção desta sexta-feira no mercado europeu foi a Bolsa de Madri. O Ibex 35 fechou em alta firme de 0,56%, aos 15,2 mil pontos.
  • No acumulado da semana, o Stoxx 600 terminou estável, enquanto o DAX e o FTSE 100 recuaram 0,86% e 0,1%, respectivamente, e o CAC 40 subiu 0,36%.

Trump, Xi e o TikTok

Durante a ligação, segundo Trump, os líderes discutiram também comércio, a crise do fentanil e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Trump confirmou que ambos concordaram em se encontrar na Cúpula da APEC, na Coreia do Sul, e disse que aceitou visitar a China no início do próximo ano, enquanto Xi Jinping faria uma visita aos Estados Unidos “em momento oportuno”.

Em publicação na Truth Social, Trump resumiu o telefonema como “muito produtivo” e afirmou que a aprovação do “Acordo TikTok” foi um dos avanços alcançados. O republicano ainda indicou que as conversas continuarão por telefone até os encontros presenciais.

Segundo Pequim, o acordo com os EUA envolvendo o TikTok é uma espécie de “ganha-ganha”, por meio do qual os dois lados saem beneficiados. O acerto entre as duas maiores economias do mundo foi anunciado nesta semana por Trump e pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

“A China alcançou o consenso relevante com os EUA sobre a questão do TikTok porque se baseia nos princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ganha-ganha”, informou o jornal oficial Diário do Povo, reproduzindo mensagem do regime chinês.

“A China revisará as questões relacionadas às exportações de tecnologia e ao licenciamento de propriedade intelectual do TikTok de acordo com a lei”, diz o comunicado oficial.

De acordo com informações preliminares, o acordo deve transferir os ativos do TikTok nos EUA, que atualmente pertencem à empresa chinesa ByteDance, para controladores norte-americanos.

O esboço do acordo é semelhante ao que já havia sido anunciado no início do ano, mas a proposta acabou engavetada depois que o governo Trump impôs o tarifaço comercial sobre diversos produtos exportados pela China aos EUA.

O prazo para que o acordo seja fechado, que se encerraria na última quarta-feira (17/9), foi novamente prorrogado por Trump, por mais 90 dias, até 16 de dezembro.

Guerra comercial e chips

De acordo com a rede ABC, os dois líderes também podem agendar um encontro pessoal para encerrar a guerra comercial.

Trump expressou disposição para negociar acordos comerciais com Pequim, o que inclui o acesso da fabricante de chips Nvidia. “Estamos muito perto de fechar acordos sobre tudo isso. E meu relacionamento com a China é muito bom.”

O regulador da internet chinês proibiu as maiores empresas de tecnologia do país de comprar chips de inteligência artificial da Nvidia, de modo a intensificar esforços para fortalecer sua indústria doméstica e competir com os EUA.

Inflação na Alemanha e varejo no Reino Unido

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha, que registrou queda de 2,2% em agosto, na comparação anual, o sexto recuo mensal consecutivo.

No Reino Unido, as vendas do comércio varejista tiveram alta de 0,5% em agosto, em resultado que veio dentro do esperado pelo mercado.

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