Bolsa renova máxima, mas perde força. Dólar opera estável com Trump-Xi

No dia anterior, o dólar encerrou a sessão em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,3189. Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou estável

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1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar perdeu força e passou a operar perto da estabilidade nesta sexta-feira (19/9), na última sessão da semana, em um dia mais esvaziado na agenda econômica e com as atenções do mercado financeiro voltadas para uma conversa entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.

Os líderes das duas maiores economias do mundo tiveram uma reunião, por videoconferência, em que discutiram a transferência da propriedade do aplicativo de vídeos curtos TikTok para controladores norte-americanos.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a renovar sua máxima histórica intradiária (durante o pregão), ultrapassando 146,3 mil pontos, mas perdeu força pouco depois.


Dólar

  • Às 15h15, o dólar subia 0,08%, a R$ 5,324, próximo da estabilidade.
  • Mais cedo, às 13h10, a moeda norte-americana avançava 0,16% e era negociada a R$ 5,328.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,339. A mínima é de R$ 5,318.
  • No dia anterior, o dólar encerrou a sessão em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,3189.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,9% em setembro e de 13,93% em 2025 frente ao real.

Ibovespa

  • Às 15h18, o Ibovespa avançava 0,38%, de volta aos 146 mil pontos.
  • Mais cedo, por volta das 10h30, o índice renovou sua máxima histórica e cravou 146.398,77 pontos.
  • Na véspera, o indicador fechou o pregão em leve baixa de 0,06%, aos 145,4 mil pontos, praticamente estável, depois de ter batido sucessivos recordes ao longo da semana.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 2,88% no mês e de 20,96% no ano.

Trump, Xi e o TikTok

Durante a ligação, segundo Trump, os líderes discutiram também comércio, a crise do fentanil e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Trump confirmou que ambos concordaram em se encontrar na Cúpula da APEC, na Coreia do Sul, e disse que aceitou visitar a China no início do próximo ano, enquanto Xi Jinping faria uma visita aos Estados Unidos “em momento oportuno”.

Em publicação na Truth Social, Trump resumiu o telefonema como “muito produtivo” e afirmou que a aprovação do “Acordo TikTok” foi um dos avanços alcançados. O republicano ainda indicou que as conversas continuarão por telefone até os encontros presenciais.

Segundo Pequim, o acordo com os EUA envolvendo o TikTok é uma espécie de “ganha-ganha”, por meio do qual os dois lados saem beneficiados. O acerto entre as duas maiores economias do mundo foi anunciado nesta semana por Trump e pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

“A China alcançou o consenso relevante com os EUA sobre a questão do TikTok porque se baseia nos princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação ganha-ganha”, informou o jornal oficial Diário do Povo, reproduzindo mensagem do regime chinês.

“A China revisará as questões relacionadas às exportações de tecnologia e ao licenciamento de propriedade intelectual do TikTok de acordo com a lei”, diz o comunicado oficial.

De acordo com informações preliminares, o acordo deve transferir os ativos do TikTok nos EUA, que atualmente pertencem à empresa chinesa ByteDance, para controladores norte-americanos.

O esboço do acordo é semelhante ao que já havia sido anunciado no início do ano, mas a proposta acabou engavetada depois que o governo Trump impôs o tarifaço comercial sobre diversos produtos exportados pela China aos EUA.

O prazo para que o acordo seja fechado, que se encerraria na última quarta-feira (17/9), foi novamente prorrogado por Trump, por mais 90 dias, até 16 de dezembro.

Guerra comercial e chips

De acordo com a rede ABC, os dois líderes também podem agendar um encontro pessoal para encerrar a guerra comercial.

Trump expressou disposição para negociar acordos comerciais com Pequim, o que inclui o acesso da fabricante de chips Nvidia. “Estamos muito perto de fechar acordos sobre tudo isso. E meu relacionamento com a China é muito bom.”

O regulador da internet chinês proibiu as maiores empresas de tecnologia do país de comprar chips de inteligência artificial da Nvidia, de modo a intensificar esforços para fortalecer sua indústria doméstica e competir com os EUA.

Juros na China

Ainda nesta sexta-feira, os investidores repercutem decisões de política monetária na Ásia.

O Banco do Japão (BOJ), o Banco Central do país, manteve a taxa básica de juros em 0,5%, dentro do esperado pelos analistas do mercado.

No fim da noite (pelo horário de Brasília), será a vez do Banco Popular da China (o BC chinês) anunciar as taxas de juros do gigante asiático.

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