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Negócios

"Era óbvio que cabia ao Banco Central reagir", diz Haddad

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que corte acima do esperado na Selic teve "calibragem correta" dos diretores do Banco Central

03/08/2023 15:13, atualizado 03/08/2023 15:15
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Fábio Vieira/Metrópoles
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad faz declaração à imprensa no escritório do Ministério da Fazenda, na Avenida Paulista - metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a comentar nesta quinta-feira (3/8) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu na véspera a taxa básica de juros. Após ter criticado o Copom em reuniões anteriores, Haddad disse que o corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) veio desta vez com “calibragem correta”.

“Era óbvio que cabia ao Banco Central reagir”, disse Haddad nesta quinta-feira, em entrevista à Globonews. O ministro afirmou que o BC respondeu a frentes como a melhora na nota de crédito do Brasil por agências de risco, desaceleração da inflação e avanço na tramitação de reformas nos últimos meses.

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Haddad disse ainda que, uma vez que o Copom promoveu seu primeiro corte na Selic após três anos, a redução maior do que o esperado foi justificada.

“Cabia ao BC dar uma primeira sinalização. Essa sinalização veio, na minha opinião, com uma calibragem correta para o momento. Se tivesse vindo em maio [um primeiro corte], poderia ter sido de 0,25 ponto”, disse Haddad.

A maioria do mercado apostava em corte menor, de 0,25 ponto. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi um dos que votaram pelo corte de 0,50 ponto. A reunião de agosto foi ainda a primeira a contar com dois diretores indicados do governo Lula, incluindo o ex-secretário executivo de Haddad na Fazenda, Gabriel Galípolo, que também votou por corte de 0,50 ponto.

O comunicado do Copom após a decisão da quarta-feira (2/8) veio em tom menos duro do que os anteriores – que haviam gerado conflito entre o Banco Central e o governo. No documento, o Copom afirmou que o corte foi o primeiro de uma série de próximas reduções a serem feitas na taxa básica de juros nos próximos meses.