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Negócios

Em dia de alívio no mercado com Trump, bolsas da Europa fecham em alta

Movimento das bolsas na Europa acompanhou o que já havia ocorrido na Ásia, cujos índices também fecharam em alta, e nos EUA

23/04/2025 13:05, atualizado 23/04/2025 14:22
Getty Images
Imagem do símbolo do euro sobre um papel com gráficos de resultados econômicos - Metrópoles

Em um dia de grande alívio dos mercados globais com novos recuos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua retórica sobre a guerra comercial com a China, os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam operando no azul.

O movimento das bolsas europeias acompanhou o que já havia ocorrido na Ásia, cujos índices também fecharam em alta, e nos principais índices dos EUA, que operam com fortes ganhos.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, encerrou o pregão subindo 1,78%, aos 516,77 pontos.
  • Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,9%, aos 8,4 mil pontos.
  • Em Paris, o CAC 40 fechou em alta de 2,13%, aos 7,4 mil pontos.
  • Em Frankfurt, o índice DAX disparou 3,14%, terminando o dia aos 21,9 mil pontos.
  • Na Bolsa de Madri, o Ibex 35 registrou ganhos de 1,52%, aos 13,2 mil pontos.

Trump muda o tom sobre a China

Nessa terça-feira (22/4), Donald Trump amenizou o discurso e abriu brecha para um possível acordo com o país asiático.

“[Uma tarifa] De 145% é muito alta, não será tudo isso. Será reduzida substancialmente. Não será zero”, afirmou o presidente dos EUA.

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Na semana passada, a Casa Branca havia divulgado documento que falava em tarifas de até 245% sobre os produtos importados da China, em função das “ações retaliatórias” de Pequim.

Inicialmente, a informação não estava acompanhada por uma explicação sobre a eventual nova tarifa nem por dados a respeito do cálculo usado pelos EUA para definir a taxa.

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Diante da confusão gerada pelo anúncio, a Casa Branca atualizou o texto horas depois, explicando como chegou aos 245% de tarifas sobre produtos chineses. Segundo o governo dos EUA, a taxa seria aplicada sobre produtos específicos.

Nesta quarta-feira, o porta-voz da diplomacia do regime chinês, Guo Jiakun, faz coro às declarações do líder norte-americano e afirmou que Pequim está disposta a chegar a um acordo sobre as tarifas comerciais impostas de parte a parte.

“A China já disse anteriormente que, em uma guerra comercial e de tarifas, não há vencedores. A porta para conversar com os EUA está escancarada”, disse o porta-voz do governo de Xi Jinping.

Trump nega que pense em demitir Powell

Depois de ter levantado a possibilidade de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, Trump recuou, amenizou o tom e praticamente afastou essa hipótese.

“Nunca tive [intenção de demitir Powell]. A imprensa exagera as coisas”, afirmou Trump a repórteres.

“Não, não tenho intenção de demiti-lo. Gostaria de vê-lo ser um pouco mais ativo em relação à sua ideia de reduzir as taxas de juros”, prosseguiu o presidente dos EUA.

“Acreditamos que este é o momento perfeito para reduzir a taxa, e gostaríamos de ver nosso presidente [do Fed] agir com antecedência ou pontualmente, em vez de com atraso”, completou Trump.

A diretoria do Federal Reserve é composta por sete integrantes que cumprem mandatos de 4 a 14 anos – todos são indicados pela Presidência dos EUA.

A indicação para o cargo de presidente do Fed é definida pela Casa Branca e confirmada por uma votação no Senado norte-americano a cada 4 anos.

Em 2022, Jerome Powell foi indicado pelo então presidente dos EUA, Joe Biden, para um segundo mandato à frente do Fed – que termina em maio de 2026.

O entendimento majoritário nos EUA é o de que o presidente do Fed não pode ser removido do cargo sem que haja uma “justa causa”. Há, no entanto, um caso pendente de decisão pela Suprema Corte do país que remete a um precedente estabelecido há 90 anos, em 1935.

De qualquer forma, caso Trump fosse adiante na ideia de demitir Powell, provavelmente o caso chegaria à Suprema Corte dos EUA.