Dólar sobe a R$ 5,33 com mudança de humor sobre queda de juros nos EUA

Moeda americana registrou alta de 0,66% frente ao real. Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,47%

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1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar registrou alta de 0,66% frente ao real, cotado a R$ 5,33, nesta segunda-feira (17/11). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,47%, aos 156.992,93 pontos.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a moeda americana valorizou-se no Brasil seguindo um movimento global. Às 16h30, o índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes (euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), registrava alta de 0,26%, aos 99,56 pontos.

A elevação global do dólar, apontam analistas, está relacionada ao aumento da incerteza em torno de uma eventual queda dos juros nos Estados Unidos, em dezembro, quando ocorre a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. as probabilidades de manutenção dos juros por parte do Fed no próximo mês estão em 59,1%. Na semana passada, elas chegaram a 67%.

Sem apetite para riscos

A manutenção dos juros nos EUA no atual intervalo entre 3,75% e 4,00%, em tese, diminui o apetite dos investidores por ativos de maior risco, como é o caso das ações negociadas em bolsas. Isso porque os juros altos sustentam o interesse do mercado pelos títulos da dívida americana, os Treasuries.

Vários fatores justificam a mudança de humor do mercado sobre as taxas americanas. Na última semana, diversos integrantes do Fed mostraram-se pouco receptivos a um eventual corte de juros.

Além disso, diz o analista Bruno Shahini, houve um aumento da incerteza, à medida que diversos indicadores econômicos deixaram de ser divulgados com a paralisação (“shutdown”) de 43 dias de várias áreas do governo americano, diante do impasse da votação do orçamento do país no Congresso.

“Isso manteve os investidores mais cautelosos”, diz Shahini. “O movimento de alta do dólar também ganhou impulso depois do resultado acima do esperado do índice Empire State (divulgado nesta segunda-feira, que mede a atividade de manufatura no estado de Nova York), que subiu para 18,7 em novembro (estava em 10,7, em outubro), indicando uma atividade econômica ainda aquecida.”

Dados no Brasil

No Brasil, os investidores acompanharam, nesta segunda-feira, a divulgação do Boletim Focus, a pesquisa semanal feita com economistas do mercado pelo Banco Central (BC). Ele mostrou uma queda da projeção da inflação para 2025, que passou de 4,55% para 4,46%.

Com isso, pela primeira vez neste ano, a maioria dos analistas considerou que o IPCA deve terminar 2025 abaixo do teto da meta, fixado em 3% ao ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN), porém, define um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo desse valor, o que amplia o alvo para 4,5%.

O BC também veiculou nesta segunda-feira o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Ele teve queda de 0,20% em setembro sobre agosto, indicando uma tendência de desaquecimento da economia.

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