Dólar cai e Bolsa sobe com reunião sobre tarifaço, Pnad e falas do Fed

Na véspera, o dólar fechou em leve alta de 0,1%, cotado a R$ 5,298, praticamente estável. Ibovespa recuou 0,3%, aos 157,1 mil pontos

atualizado

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O dólar operava em leve queda nesta sexta-feira (14/11), última sessão da semana e dia no qual os mercados repercutem o avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos acerca do tarifaço comercial imposto pela Casa Branca.

Também estão no radar dos investidores declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), que podem dar indicações sobre a trajetória da taxa básica de juros no país.

No cenário doméstico, o destaque é a divulgação do detalhamento dos dados de emprego no Brasil referentes ao terceiro trimestre deste ano.


Dólar

  • Às 15h24, o dólar caía 0,06%, a R$ 5,295, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 13h21, a moeda norte-americana recuava 0,4% e era negociada a R$ 5,277.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,316. A mínima é de R$ 5,273.
  • Na véspera, o dólar fechou em leve alta de 0,1%, cotado a R$ 5,298.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,53% em novembro e de 14,26% frente ao real em 2025.

Ibovespa


Negociações sobre o tarifaço em pauta

Nesta sexta-feira, os investidores repercutem a reunião da véspera entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em Washington. Na pauta, as tarifas comerciais de até 50% impostas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump a grande parte das exportações brasileiras.

Após o encontro com Rubio, Vieira disse que os EUA poderiam apresentar já nesta sexta uma resposta à proposta brasileira para reduzir as tarifas. Segundo o chanceler, o secretário de Estado norte-americano garantiu que o tema está sendo analisado e que Washington quer avançar sobre o tema “muito proximamente”.

“O secretário de Estado disse que estão examinando com toda atenção e todo o tempo, que querem resolver rapidamente as questões bilaterais com o Brasil e que a resposta virá muito proximamente, amanhã ou na próxima semana”, afirmou Vieira.

O ministro confirmou que o Brasil apresentou aos EUA uma “proposta geral” sobre as tarifas, mas não detalhou o conteúdo. Ele explicou que temas específicos — como a taxação sobre o café — não foram tratados na reunião.

O chanceler afirma esperar que os países consigam fechar um acordo inicial até o começo de dezembro, que serviria como base para negociações mais amplas. De acordo com ele, a próxima etapa está nas mãos de Washington. “Temos que esperar que eles reajam”, concluiu.

Política monetária nos EUA

Ainda no cenário internacional, o mercado monitora, nesta sexta-feira, declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) que podem dar indicações sobre a trajetória futura dos juros nos EUA. São esperados pronunciamentos de Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta; Jeffrey Schmid, presidente do Fed de Kansas City; e Lorie Logan, presidente do Fed de Dallas.

Em sua última reunião, no fim de outubro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed cortou os juros em 0,25 ponto percentual pela segunda vez consecutiva, levando a taxa para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano – a mais baixa desde novembro de 2022.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey Schmid votou pela manutenção da taxa de juros.

A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros, a última do ano, está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro. A maioria das apostas prevê um novo corte de 0,25 ponto percentual, mas parte do mercado começou a ter dúvidas se o BC dos EUA, efetivamente, promoverá mais uma redução dos juros ainda em 2025.

Desemprego no Brasil

No âmbito interno, o principal destaque do dia para os mercados é a divulgação do detalhamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral. Os dados foram divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação no terceiro trimestre de 2025 (5,6%) foi a menor da série iniciada em 2012. Em relação ao trimestre anterior, ela caiu em duas das 27 unidades da Federação e ficou estável nas demais.

As maiores taxas foram em Pernambuco (10%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%). As menores, em Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%), Rondônia e Espírito Santo (ambas com 2,6%).

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação foi de 4,5% para os homens e 6,9% para as mulheres no terceiro trimestre de 2025. Por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,4%) e acima para os pretos (6,9%) e pardos (6,3%).

O percentual de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (9,8%) foi maior que o dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,8%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3%).

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