Dólar opera em queda com inflação americana dentro do esperado
Câmbio recua, com baixa de 0,23%, a 5,14%, com menor pressão sobre novo aumento dos juros nos Estados Unidos. Bolsa abre em leve alta

O dólar opera em queda de 0,23%, a R$ 5,14, nesta quarta-feira (12/8). Como a variação é pequena, indica estabilidade da cotação. Na véspera, num dia de elevada tensão, a moeda americana registrou forte alta de 0,98%, a R$ 5,16.
O movimento do câmbio na manhã desta quarta-feira segue a tendência global. Às 9h50, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), também registrava leve queda de 0,13%, aos 99,69 pontos.

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Ver todasO Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o pregão em leve alta de 0,18%, aos 168,1 mil pontos. Na terça-feira, o indicador desabou 2,50%, depois que o banco americano JPMorgan rebaixou a recomendação sobre o Brasil.
Inflação EUA
Os investidores acompanharam a divulgação, nesta quarta-feira, do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A informação era considerada uma das mais relevantes da agenda, por causa do peso que poderia ter nas apostas sobre uma eventual alta dos juros básicos da economia americana.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesE os números da inflação americana vieram dentro das previsões dos agentes econômicos, o que diminui a pressão sobre os juros. De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o CPI subiu 0,1% em julho, depois de queda de 0,4% em junho. No acumulado de doze meses, o avanço foi de 3,4%, ante 3,5% no mês anterior.
Guerra no Irã
A guerra no Irã também segue como outro importante vetor do mercado. Sem grandes novidades no front — e diante da frágil perspectiva de um acordo entre Washington e Teerã —, o preço do petróleo continua em alta, mas moderada.
Às 9h30, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, subia 0,30%, a US$ 89,18. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 0,58%, a US$ 83,68.
Serviços no Brasil
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) veiculou os dados sobre o setor de serviços. O segmento manteve-se estável em junho, na comparação com maio. Em relação a junho de 2025, houve alta de 2,0%.
Sob o ponto de vista da atividade, os números vieram melhores do que o esperado. Economistas consultados pela Reuters estimavam uma queda de 0,2% em junho sobre maio e avanço de 1,4% em relação a 2025.
Turbulência da véspera
Na terça-feira, a sessão foi marcada por forte turbulência. Ela foi resultado de uma combinação especialmente negativa de de fatores.
O principal deles foi a divulgação de uma análise do JPMorgan. O banco americano reduziu a recomendação para o Brasil, alertando os investidores para um aumento da volatilidade com as eleições de outubro. O movimento reforçou a saída de estrangeiros da Bolsa.
Além disso, a ata do Copom veio num tom um pouco mais duro do que o esperado pelo mercado. No cenário externo, as incertezas em torno da guerra no Irã levaram o preço do petróleo para perto da casa dos US$ 90 por barril.



