Dólar oscila e Bolsa cai com avanço do petróleo e eleição no Brasil

Moeda americana iniciou o pregão em queda de 0,13%. A seguir, inverteu o sentido e passou a subir 0,14%, a R$ 5,18. Ibovespa tem forte recuo

atualizado

metropoles.com

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar opera na sessão desta quarta-feira (10/6) oscilando em torno da estabilidade. No começo da sessão, registrou leve baixa de 0,13%, cotado a R$ 5,17. Às 10h05, contudo, houve uma inversão da tendência de queda e a moeda americana passou a subir 0,14%, a R$ 5,18. Às 10h30, voltou a cair em relação ao real, mas apenas 0,02%.

A cotação do dólar no Brasil, com a virada para alta, no entanto, deslocou-se do movimento global. Às 10h25, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), recuava 0,12%, aos 99,85 pontos.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu em baixa. Logo no começo do pregão, o indicador recuava 0,59%, aos 168,8 mil pontos. Na véspera, ele subiu 0,67%, aos 169,8 mil pontos.

O índice da B3 segue o ritmo das bolsas americanas. Às 10h40, elas caíam em bloco, embora com taxas modestas. O recuo era 0,14%, no S&P 500; de 0,37%, no Dow Jones; e de 0,06%, no Nasdaq, que concentra as ações de companhias do setor de tecnologia.

Petróleo em alta

A guerra no Irã segue como o principal vetor dos mercados desde o o momento em que foi deflagrada, em 28 de fevereiro. Nesta quarta-feira, o quadro inicial é de agravamento do conflito, o que fez o preço internacional de petróleo mudar de sentido. Na véspera, ele anotou queda. Agora, passou a subir.

Às 10h15, o barril do tipo Brent, a referência do mercado internacional, subia 1,19%, a US$ 92,54. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava, no mesmo horário, 1,37%, a US$ 89,41 por barril.

Inflação nos EUA

Além da guerra, os agentes econômicos estavam de olho, no início desta quarta-feira, na inflação nos Estados Unidos de maio, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês).

A expectativa era de que os dados do CPI pudessem dar sinais sobre o que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai fazer com os juros básicos do país, atualmente fixados no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A previsão é de que ocorram novas altas da taxa ainda neste ano.

De acordo com o Escritório de Estatísticas do Trabalho americano, a inflação subiu 0,5% no mês passado, ante elevação de 0,6% em abril, e ficou em 4,2% nos últimos 12 meses. Os números vieram em linha com as previsões do mercado. A energia, puxada pelo imbróglio no Oriente Médio, foi a grande vilã da elevação dos preços nos Estados Unidos.

Eleição no Brasil

No ambiente interno, o fato mais expressivo desta manhã foi político-eleitoral. Pesquisa da Genial/Quaest indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos de vantagem no segundo turno sobe o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República. Lula tem 44% das intenções de voto, ante 38% de Flávio.

Na comparação com o levantamento anterior, de maio, as intenções de voto em Lula passaram de 42% para 44%. Para  Flávio, a variação foi de 41% para 38%. Esta é a primeira vez desde março que os dois deixam de estar em situação de empate técnico.

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